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BandaLarga

as autoestradas da informação

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BCE mantem juros negativos e inicia novo programa de financiamento

Á medida que as prestações vencidas forem pagas pelos países o BCE, com esse dinheiro, fará novas compras de dívida pública. E pelo menos até ao fim de 2019 manterá negativas as taxas de juro.

Quanto representam estas medidas no orçamento e na situação financeira do nosso país ? Lembram-se das declarações desabridas contra o Euro, as exigências de reestruturação da dívida e da redução das taxas de juro ? Está aí tudo pela mão do BCE .

Mil e quinhentos milhões por ano é quanto poupamos em juros graças aos Programas do BCE . Alguns cretinos querem-nos fora do Euro.

Cá está a União Europeia a renegociar a dívida

Extensão do prazo dos empréstimos para trinta anos e com isso aplanar ao longo do tempo as amortizações da dívida e manter a taxa de juro em níveis razoáveis. É esta a tão desejada renegociação da dívida.

O BCE vai emitir obrigações europeias com vista a oferecer a Portugal linhas de empréstimo a 30 anos com vista a beneficiar o país trocando-as com as obrigações a curto e a médio prazo.

A Comissão Europeia vai emitir obrigações em nome da União Europeia para facilitar a extensão das maturidades dos empréstimos feitos a Portugal através do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF). Este passo consiste na implementação da decisão do Conselho Europeu em 2013. A extensão destes empréstimos deverá diminuir o custo com juros e alisar o perfil de maturidades da dívida portuguesa.

Todos nos lembramos daqueles arautos da desgraça que rasgavam as vestes exigindo o perdão da dívida . Não pagamos .

A prorrogação dos prazos do empréstimo já tinha acontecido no passado. Em 2013, o então ministro das Finanças, Vítor Gaspar, negociou no Eurogrupo o prolongamento das maturidades dos empréstimos ao lado do seu colega irlandês. Estima-se que essa renegociação tenha gerado poupanças de 2,2 mil milhões de euros a ambos os países. Na altura, foi concedido aos dois países mais sete anos para reembolsarem o Mecanismo.
 

O principio do fim dos juros baixos

Com a Europa a ser empurrada pelo ciclo da alteração dos juros nos Estados Unidos, em alta , chegou a factura para os países com elevadas dívidas como Portugal .

Mesmo com o BCE a manter a sua política de compra de dívida os juros já estão a subir. E quando o BCE deixar o programa ainda subirão mais.

Neste novo paradigma, os países e empresas mais endividados ficarão mais vulneráveis. É o caso de Portugal. Embora a dívida pública tenha descido em 2017 para o nível mais baixo em cinco anos (126,2% do PIB), continua a ser perigosamente elevada.

Este contexto será gerível se os juros não subirem muito, nem demasiado depressa. É o que tentarão fazer, a todo o custo, os bancos centrais, que terão a difícil missão de conter as pressões inflaccionistas sem arrefecer demasiado a economia. 

Mas reduzir a dívida nunca foi prioridade para o actual governo que preferiu beneficiar as suas clientelas . Está a chegar a factura.

 

 

O país não está preparado para o fim do programa de compra de dívida pelo BCE

São cada vez mais as vozes que pressionam o fim do programa da compra de dívida pelo BCE . Portugal não está preparado para o inevitável aumento dos juros. A dívida não desceu , a economia começa a fraquejar e não constituímos almofadas financeiras para amortecer o embate.

Parece certo que o final do programa será no fim de Setembro deste ano e que o anuncio será feito em Junho.

Klaas Knot, governador do banco central da Holanda e membro do conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), defendeu que o programa de compra de activos da autoridade monetária do euro tem de terminar "o mais rápido possível". Knot, que manifestou a sua posição numa entrevista ao programa Buitenhof este domingo, acredita que não há motivos para que o programa de "quantitative easing" continue.

A dívida que anda nos 128% do PIB é incomportável( é a segunda maior despesa logo a seguir ao SNS - 8,4 mil milhões) e não se vê como é que a conseguiremos trazer para pelo menos 90% do PIB.

A economia precisava de crescer entre 3% e 4% no mínimo e se com este conjunto de condições favoráveis da Zona Euro não se alcançou esse patamar não se vê como consegui-lo daqui para a frente.

Com esta posição do governador holandês : A marcar o mercado de dívida soberana na Europa continua a estar a alta dos juros da Alemanha, devido às perspectivas de retirada de estímulos por parte do Banco Central Europeu .

A tendência é de agravamento em toda a dívida europeia, depois de Klaas Knot, governador do banco central da Holanda, ter defendido que o programa de compra de activos do BCE tem de terminar "o mais rápido possível". O actual está em vigor até Setembro e as declarações de Knot indiciam que poderá não ser renovado além desta data.

Mas a dívida média dos países da Zona Euro anda pelos 89% do PIB .

Que a economia da Zona Euro não crescia diziam eles

Agora até dizem que foram eles que puseram a economia a crescer. Diziam que com o Tratado Orçamental Europeu a economia não crescia, controlando o défice e a despesa. Mas ela cresce !

O produto interno bruto (PIB) da Zona Euro vai crescer 2,2% este ano, muito próximo dos 2,4% do ano passado, que representam o melhor registo da última década.

Também o Banco Central Europeu reconhece que a economia europeia está a crescer a bom ritmo, tendo por isso admitido que poderá reduzir o programa de estímulos de forma mais rápida do que o previsto anteriormente.  

As últimas projecções apontam para que as maiores economias do euro – Alemanha, França e Espanha – cresçam todas acima de 2% este ano.

Estes três países são os nossos maiores compradores pelo que as nossas exportações vão manter-se a bom ritmo sustentando o PIB português.

Recuperação da Zona Euro está a ganhar força

BCE revê em alta o crescimento da economia e a inflação mas avisa que ainda são necessários estímulos. Confirma que vai reduzir as compras de dívida a partir de Janeiro mas cautelosamente.

"O passo rápido de expansão económica e a melhoria significativa nas perspectivas de crescimento" que beneficia do momento cíclico da economia e resultará em melhorias no mercado de trabalho "dão espaço para mais confiança de que a inflação vai convergir em direcção ao nosso objectivo de inflação", definido como um valor próximo, mas a inferior a 2%, afirmou em Frankfurt, reflectindo em parte a revisão em alta das previsões de crescimento na região, que colocam o PIB da Zona Euro a aumentar mais de 2% por ano tanto em 2017, como em 2018.

Portugal vai à boleia mas diverge crescendo menos que a média europeia.

 

Dívida pública sobe, sobe sem parar

A única razão que tem segurado os juros da dívida portuguesa é o programa de compra do BCE que não é eterno . E, com o nível de dívida que temos isso, será um enorme problema .

A dívida pública de Portugal está entre as maiores do mundo e a redução anunciada é a da percentagem da dívida face ao PIB e não do montante absoluto, que continuará a subir. Isto porque é o PIB que cresce e não a dívida que diminui. 

Também o Commerzbank, numa nota aos investidores, alertou esta semana que  «só graças à política de juros baixos do BCE é que são suportáveis os custos da dívida». A análise do economista Ralph Solveen aponta que  «crescimento robusto deve continuar nos próximos trimestres» - o banco alemão prevê 2,5% este ano e 2% no próximo - taxas que vão «ajudar a compensar o impacto do aumento da despesa pública e reduzir o défice e o rácio da dívida pública». Mas quando as taxas de juro subirem Portugal caminhará para ser «um dos países que mais vão sofrer com isso».

O banco central já é dono de quase um terço de toda a dívida », diz Marcus Answorth, acrescentando que «os progressos na economia têm sido bons, mas não suficientemente bons para começarem a abater neste impressionante fardo de dívida».

Portugal deve agradecer ao Banco Central Europeu

Quase um terço da dívida portuguesa está nas mãos do BCE que assim tem segurado as taxas de juro e a tem mantido nos mercados. Também é para isto que Portugal está na Zona Euro e na União Europeia. Fora há muito que a situação seria insustentável.

"Com um rácio de dívida, em percentagem do PIB, bem acima de 125%, o fardo da dívida é claramente insustentável, não fosse o apoio incondicional por parte do banco central. Agradeçam ao BCE”, escreve Marcus Ashworth.

"Os progressos na economia têm sido bons, mas não suficientemente bons para começarem a abater neste impressionante fardo de dívida”

O colunista, especialista em mercados financeiros, considera que a recente baixa das taxas de juro no mercado — já a descontar a hipótese de as agências de rating subirem a notação — é “mais o resultado da escassez relativa de títulos do que uma qualquer transformação económica súbita”.

Sem o apoio do BCE estaríamos perante uma situação insustentável. Será por isso que PCP e BE não escondem o azedume. Lá se foi o plano em preparação para a saída do Euro ou para a renegociação da dívida.

Razões para a saída do "lixo "

Foram seis anos no "lixo", é natural que o país depois de tantos sacrifícios e de melhores contas públicas, saia do "lixo". Mas ainda assim foi uma surpresa.

O que parece é que está cada vez mais próximo o fim do programa de compra de dívida por parte do BCE, que tem sido o principal suporte dos juros baixos . Ora uma boa maneira de manter os juros baixos, retirando o BCE de cena, é justamente elevar a dívida acima do "lixo".

Alemães e Draghi há muito que andam de costas voltadas por causa da política de compra de dívida do BCE que inunda os mercados de dinheiro sem conseguir fazer subir a inflação para 2%. A tal ponto que os alemães já colocaram o assunto no Supremo Tribunal .

E a questão é saber o que vai acontecer quando esse mar de dinheiro for retirado dos mercados. Ninguém sabe e por isso o BCE já iniciou há alguns meses a redução dos montantes comprados, especialmente a Portugal.

Ora, se não fosse esta compensação ( BCEversusS&P) os juros a pagar por Portugal podiam regressar a níveis proibitivos.

Aqui está uma boa razão para esta agradável surpresa.