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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Abençoado Euro e santo Banco Central Europeu

Para compreender o efeito do QE ( quantative easing) na dívida pública portuguesa, basta dizer que em 1990 tínhamos uma dívida pública de 55% do PIB mas pagávamos em juros da mesma 8,1% do Produto.

Agora, com mais  de 120% de dívida pública em relação ao PIB, pagamos apenas 3,5% do PIB por esses juros!

Lembram-se daqueles que tinham solução para restruturar a dívida e que punham as pernas dos alemães a tremer ? E que "não pagamos"? Por onde andam tais cérebros ?

A reestruturação da dívida levada a efeito pelo Banco Central Europeu

A política monetária do BCE executou a reestruturação da dívida que tantos exigiam.

Por ocasião da 11.ª avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira (a última antes da saída oficial da troika do país), o FMI previa que em 2018 a despesa com juros atingiria 8,6 mil milhões de euros (4,5% do PIB), aproximadamente o mesmo do que o Serviço Nacional de Saúde. Este elevado valor dos juros era explicado pela conjugação de uma dívida pública elevada com a expectativa de uma subida futura dos custos de financiamento.

Há dois elementos cruciais na política seguida pelo BCE desde 2014: a redução sistemática das taxas de juro e o programa de compra de títulos da dívida pública (conhecido como PSPP). A principal taxa de juro do BCE, que era de 1% quando Mario Draghi tomou posse em 2012, já havia caído para 0,25% no final de 2013 e continuou a cair até atingir 0% em 2016 - com a promessa de que assim permaneceria por muito tempo (o que aconteceu até aqui).
Tão ou mais importante, a partir de 2015 o BCE deu início ao PSPP, um programa que se traduziu na compra de títulos de dívida dos Estados membros da zona euro num valor superior a mais de dois milhões de milhões de euros (o equivalente a dez vezes a riqueza produzida num ano em Portugal).
O BCE tornou-se assim o maior detentor de dívida pública nacional, com mais de 36 mil milhões de euros de títulos na sua posse. Embora o programa tenha sido interrompido em 2018, o BCE anunciou que os montantes que receberá quando os títulos atingirem a maturidade serão reinvestidos, assegurando dessa forma um elevado nível de procura das obrigações do tesouro.

Os pândegos dizem que devemos sair do Euro !!!

Os juros baixam e a dívida cresce

A dívida não pára de crescer à medida que os juros baixam. Curioso. Compra-se dívida agora porque os juros estão historicamente baixos e vai-se amortizando a dívida comprada com juros altos. Feitas as contas os juros pagos anualmente permitem poupar cerca de 3 mil milhões de euros.

Isto sim é uma reestruturação da dívida.

O BCE vai usar as amortizações da dívida que andou a comprar estes anos para comprar mais dívida mantendo os juros baixos e controlar a liquidez nos mercados.

Olha se não pertencêssemos ao Euro ...

E os bancos centrais nacionais também estão a comprar dívida a juros negativos ou perto disso e quando a vendem a taxas mais elevadas fazem dinheiro que reforçam os dividendos dos Estados.

Ganham todos ou quase todos, quem não ganha são os investidores dos países com muito dinheiro acumulado que não têm onde investir com retorno assegurado. É por isto que a luta actual é entre a continuação desta política monetária ou mudar para uma política que aumente as taxas de juros.

Há dois alemães na luta para o lugar de Mário Draghi como governador do BCE. Um deles é "falcão" quer aumentar os juros .

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BCE mantem juros negativos e inicia novo programa de financiamento

Á medida que as prestações vencidas forem pagas pelos países o BCE, com esse dinheiro, fará novas compras de dívida pública. E pelo menos até ao fim de 2019 manterá negativas as taxas de juro.

Quanto representam estas medidas no orçamento e na situação financeira do nosso país ? Lembram-se das declarações desabridas contra o Euro, as exigências de reestruturação da dívida e da redução das taxas de juro ? Está aí tudo pela mão do BCE .

Mil e quinhentos milhões por ano é quanto poupamos em juros graças aos Programas do BCE . Alguns cretinos querem-nos fora do Euro.

Cá está a União Europeia a renegociar a dívida

Extensão do prazo dos empréstimos para trinta anos e com isso aplanar ao longo do tempo as amortizações da dívida e manter a taxa de juro em níveis razoáveis. É esta a tão desejada renegociação da dívida.

O BCE vai emitir obrigações europeias com vista a oferecer a Portugal linhas de empréstimo a 30 anos com vista a beneficiar o país trocando-as com as obrigações a curto e a médio prazo.

A Comissão Europeia vai emitir obrigações em nome da União Europeia para facilitar a extensão das maturidades dos empréstimos feitos a Portugal através do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF). Este passo consiste na implementação da decisão do Conselho Europeu em 2013. A extensão destes empréstimos deverá diminuir o custo com juros e alisar o perfil de maturidades da dívida portuguesa.

Todos nos lembramos daqueles arautos da desgraça que rasgavam as vestes exigindo o perdão da dívida . Não pagamos .

A prorrogação dos prazos do empréstimo já tinha acontecido no passado. Em 2013, o então ministro das Finanças, Vítor Gaspar, negociou no Eurogrupo o prolongamento das maturidades dos empréstimos ao lado do seu colega irlandês. Estima-se que essa renegociação tenha gerado poupanças de 2,2 mil milhões de euros a ambos os países. Na altura, foi concedido aos dois países mais sete anos para reembolsarem o Mecanismo.
 

O principio do fim dos juros baixos

Com a Europa a ser empurrada pelo ciclo da alteração dos juros nos Estados Unidos, em alta , chegou a factura para os países com elevadas dívidas como Portugal .

Mesmo com o BCE a manter a sua política de compra de dívida os juros já estão a subir. E quando o BCE deixar o programa ainda subirão mais.

Neste novo paradigma, os países e empresas mais endividados ficarão mais vulneráveis. É o caso de Portugal. Embora a dívida pública tenha descido em 2017 para o nível mais baixo em cinco anos (126,2% do PIB), continua a ser perigosamente elevada.

Este contexto será gerível se os juros não subirem muito, nem demasiado depressa. É o que tentarão fazer, a todo o custo, os bancos centrais, que terão a difícil missão de conter as pressões inflaccionistas sem arrefecer demasiado a economia. 

Mas reduzir a dívida nunca foi prioridade para o actual governo que preferiu beneficiar as suas clientelas . Está a chegar a factura.

 

 

O país não está preparado para o fim do programa de compra de dívida pelo BCE

São cada vez mais as vozes que pressionam o fim do programa da compra de dívida pelo BCE . Portugal não está preparado para o inevitável aumento dos juros. A dívida não desceu , a economia começa a fraquejar e não constituímos almofadas financeiras para amortecer o embate.

Parece certo que o final do programa será no fim de Setembro deste ano e que o anuncio será feito em Junho.

Klaas Knot, governador do banco central da Holanda e membro do conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), defendeu que o programa de compra de activos da autoridade monetária do euro tem de terminar "o mais rápido possível". Knot, que manifestou a sua posição numa entrevista ao programa Buitenhof este domingo, acredita que não há motivos para que o programa de "quantitative easing" continue.

A dívida que anda nos 128% do PIB é incomportável( é a segunda maior despesa logo a seguir ao SNS - 8,4 mil milhões) e não se vê como é que a conseguiremos trazer para pelo menos 90% do PIB.

A economia precisava de crescer entre 3% e 4% no mínimo e se com este conjunto de condições favoráveis da Zona Euro não se alcançou esse patamar não se vê como consegui-lo daqui para a frente.

Com esta posição do governador holandês : A marcar o mercado de dívida soberana na Europa continua a estar a alta dos juros da Alemanha, devido às perspectivas de retirada de estímulos por parte do Banco Central Europeu .

A tendência é de agravamento em toda a dívida europeia, depois de Klaas Knot, governador do banco central da Holanda, ter defendido que o programa de compra de activos do BCE tem de terminar "o mais rápido possível". O actual está em vigor até Setembro e as declarações de Knot indiciam que poderá não ser renovado além desta data.

Mas a dívida média dos países da Zona Euro anda pelos 89% do PIB .

Que a economia da Zona Euro não crescia diziam eles

Agora até dizem que foram eles que puseram a economia a crescer. Diziam que com o Tratado Orçamental Europeu a economia não crescia, controlando o défice e a despesa. Mas ela cresce !

O produto interno bruto (PIB) da Zona Euro vai crescer 2,2% este ano, muito próximo dos 2,4% do ano passado, que representam o melhor registo da última década.

Também o Banco Central Europeu reconhece que a economia europeia está a crescer a bom ritmo, tendo por isso admitido que poderá reduzir o programa de estímulos de forma mais rápida do que o previsto anteriormente.  

As últimas projecções apontam para que as maiores economias do euro – Alemanha, França e Espanha – cresçam todas acima de 2% este ano.

Estes três países são os nossos maiores compradores pelo que as nossas exportações vão manter-se a bom ritmo sustentando o PIB português.

Recuperação da Zona Euro está a ganhar força

BCE revê em alta o crescimento da economia e a inflação mas avisa que ainda são necessários estímulos. Confirma que vai reduzir as compras de dívida a partir de Janeiro mas cautelosamente.

"O passo rápido de expansão económica e a melhoria significativa nas perspectivas de crescimento" que beneficia do momento cíclico da economia e resultará em melhorias no mercado de trabalho "dão espaço para mais confiança de que a inflação vai convergir em direcção ao nosso objectivo de inflação", definido como um valor próximo, mas a inferior a 2%, afirmou em Frankfurt, reflectindo em parte a revisão em alta das previsões de crescimento na região, que colocam o PIB da Zona Euro a aumentar mais de 2% por ano tanto em 2017, como em 2018.

Portugal vai à boleia mas diverge crescendo menos que a média europeia.