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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Banco de Portugal emite sinal de alarme

A economia desacelerou em 2018 e vai continuar a desacelerar em 2019, 2020 e 2021. António Costa e Centeno deviam explicar porque continuam a sorrir .

Estas projeções do BdP seguem-se a duas outras notícias negativas: a revisão em baixa das previsões da Comissão Europeia para a economia portuguesa e dados do INE, segundo os quais a qualidade da vida das famílias portuguesas “piorou face ao resto da Europa”.

E falta ainda o impacto das greves dos estivadores em Setúbal e dos trabalhadores das refinarias da GALP em Sines, Leixões e Matosinhos .

Está lindo, António .

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O dinheiro do BdP serve para baixar o défice e não a dívida

Como disse Catarina Martins, numa das suas frequentes ingenuidades ( ou ignorância), é possível ir buscar a curto prazo dinheiro ao Banco de Portugal para fazer mais despesa. Ora, isto é tudo menos reduzir a dívida. O que é estranho é que tal medida nos seja apresentada num documento que trata da renegociação da dívida.

O BdP compra dívida ao estado a um determinado juro e a seguir devolve ao mesmo estado, único accionista, uma parte desse juro em dividendos. Ano a ano. Não seria melhor o BdP ir acumulando esse dinheiro e no momento certo o estado aplicá-lo todo de uma vez na redução da dívida ?

Nós já sabemos no que dá o estado ter mais dinheiro . Dá em mais despesa e para reduzir o défice, como é hoje evidente, corta-se no investimento que nos nega o futuro, o crescimento da economia e a criação de postos de trabalho.

Para lá de muitas questões técnicas económicas e jurídicas , fragilizar o banco central para a festa da despesa não parece corresponder ao interesse nacional.

Mas o monstro é insaciável .

A montanha pariu um rato

É fácil falar em soluções . Veja esta : 

"

Se o Banco de Portugal não constituísse mais provisões até 2023, entregaria ao Estado qualquer coisa como mais 5,75 mil milhões de euros até lá. Como a dívida pública fechou o ano de 2016 em 241 mil milhões de euros, o impacto desta operação seria de 2,4% no stock de dívida ao longo de sete anos. Como comparação, recorde-se que só durante o ano passado a dívida do Estado aumentou 9,5 mil milhões de euros. Portanto, a central questão das entregas do Banco de Portugal durante sete anos cobriria apenas a dívida nova que fizemos durante sete meses em 2016.

Deste tipo de expedientes já tivemos a nossa dose durante muito tempo. A nossa história orçamental é fértil em operações que não são mais do que fracos paliativos, que apenas disfarçam alguns dos sintomas sem combater a doença."

E não esquecer que o grupo de trabalho do PS e BE para a renegociação da dívida estava cheio de sábios .

 

Se o Banco de Portugal não fosse independente do poder político...

O relatório da Dívida Pública do PS, BE e Governo, não é mais do que um plano de assalto aos cofres do Banco de Portugal e, ao pretender reduzir os depósitos do Estado, uma rapina aos "cofres cheios" (lembram-se?) de Maria Luís Albuquerque.
Querem, já este ano, 502 milhões de euros das reservas do Banco de Portugal, para tapar buraco no défice orçamental (sim, já estão à procura de um PERES). No próximo ano, mais 850 milhões de euros.
Aliás, Galamba é o involuntário "bufo" desta estratégia: num dos telejornais, convidado a explicar a "restruturação" fala apenas no dinheiro do Banco de Portugal, do primeiro ao último segundo, tal a fobia do menino.
O relatório é, tecnicamente, uma vergonha. Quadros e gráficos parcialmente plagiados do IGCP, três professores universitários a colaborarem num trabalho liceal.
No fundo, os professorecos propõem o seguinte: a gente reestrutura o dinheiro dos contribuintes europeus (que cobram uma taxa de juro média de 2,2%...), livramos os tipos do FMI (com taxas de 4%) e deixamos intacta a massa dos residentes em Portugal (a maioria com taxas de 4%).
Os galambinhas e os professorecos acham, portanto, que os europeus, os espanhóis, alemães, franceses, finlandeses, italianos, são mesmo burros. Que não perguntarão - como fizeram e aplicaram aos gregos - porque não são os privados, independentemente da nacionalidade, a sofrer o primeiro hair-cut dos juros... acham que esta perplexidade vem no relatório?
Oh vens...
Pior. Entre Janeiro e Abril deste ano o custo da Dívida do Estado aumentou para 3,4%. Para comparar: em 2016 foi de 2,8% e em 2015 foi o melhor ano, 2,7%! Acham que os amigos professorecos fizeram uma "análise de tendência" a isto?
Sim, sim...
Nos próximos sete anos vencem seis empréstimos no total de 55 mil milhões de euros com taxas de juro no limiar dos 5%... Os professorecos fizeram alguma proposta de como "rolar" esta dívida? Não... Vamos é lixar os "gajos da Europa"... que nos emprestaram a 2,2%!
Bom, mas para uma parte da jornalada do "politicamente correcto" o relatório, como tem bonecos, é bom. Afinal foi (também) a contar com isso que foi feito...
Mas não esquecer o essencial: O Banco de Portugal.

BE e PS querem deitar mão às reservas do Banco de Portugal

Agora percebe-se melhor a guerra que o BE e o PS movem ao governador do Banco de Portugal . Querem deitar mão às reservas do Banco de Portugal para compor o défice.

Para isso exigem que o governador alivie as provisões para acorrer a prejuízos futuros e desta forma obrigar o banco a pagar maiores dividendos ao único accionista o Estado. Vem tudo na proposta hoje conhecida da autoria do BE e do PS para a negociação da dívida.

Entretanto, Bruxelas já veio dizer que não é possível oferecer melhores condições do que as já praticadas em termos de juros e de maturidades. Para baixar as taxas de juro ( à volta dos 1,33%) que já não deixa praticamente nenhum "fee" , seriam necessárias transferências entre orçamentos dos países membros, o que é proibido pelas normas europeias.

O PCP já veio dizer que a proposta contem micro soluções ( a macro solução do PCP é sair da Zona Euro e da UE), mas a verdade é que Portugal vive hoje ligado à máquina da UE. Como diz Bruxelas a solução para Portugal é crescer mais, sem isso nada feito .

É tudo poucochinho . 

O que é então errado? “Encurtar os prazos de emissão de dívida, como é proposto, isso é normalmente o que fazem os credores com pior qualidade e foi o que aconteceu a Portugal até 2011”.

E o que é perigoso? “É ir simplesmente deitar a mão às reservas do Banco de Portugal que já se percebeu é isso que o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda querem“, notou Passos Coelho, dizendo que talvez se perceba agora melhor a “guerra” contra o governador do Banco de Portugal. “Há uma intenção clara do Governo poder deitar a mão às reservas, ao dinheiro que está no Banco de Portugal para, como medida extraordinária ajudar a compor os números do défice”.

Em declarações transmitidas pelas televisões, o líder do PSD começa por dizer que “adorava” que o país tivesse uma dívida “mais baixa”, ou seja, “que no passado, não se tivesse contraído tanta dívida de forma irresponsável”. Rejeitando responsabilidades do seu Governo — “não fui eu que o fiz”, afirmou — Passos adiantou que é agora necessário “responder a essa dívida”.

Montepio e BES semelhanças aterradoras

Depois do presidente do Montepio ter sido constituído arguido com mais catorze pessoas o que é preciso para o Banco de Portugal e o governo tomarem decisões ? Que o Montepio está muito exposto ao accionista tal como acontecia no BES. Que vende aos seus balcões papéis da Associação Mutualista . Que o revisor abortou um negócio de 93 milhões pouco transparente e muito arriscado.

" E o que se está a passar no Montepio? Ninguém sabe. No dia 8 de maio de 2015, escrevi este artigo no jornal Público, — No Montepio, falam, falam, mas não os vejo a fazer nada — onde dizia que “uma parte do grupo está em terra de ninguém em termos de supervisão”.

Um grupo que desde sempre teve semelhanças com o BES por causa das relações incestuosas entre o banco e o acionista. No caso do Montepio, entre a Caixa Económica e a Associação Mutualista.

Questionado ( Carlos Costa) sobre as relações do banco com o seu acionista, respondeu que a Associação Mutualista “é uma entidade que não é supervisionada pelo BdP.” Sobre os produtos da associação mutualista, seguros, que são vendidos aos balcões da Caixa Económica responde: “os produtos não são supervisionados por nós.” Pilatos não responderia melhor.

Enquanto o Banco de Portugal se entretém a lavar daí as suas mãos, — aliás na mesma pia em que lavou as mãos quando descobriu que o problema do BES eram ligações a empresas que estavam fora da sua jurisdição, — os restantes reguladores, a CMVM e o regulador dos Seguros, assobiam para o lado.

Ressabiamento de quem ?

Ressabiamento misturado com irresponsabilidade daqueles que andaram a viver à sombra de Ricardo Salgado e a irresponsabilidade da extrema-esquerda que nunca aceitará a independência do Banco de Portugal.

Uns e outros têm dificuldade em perceber o papel fulcral que instituições independentes e vozes independentes têm na democracia. Daí os ataques rasteiros, misturados com uma intolerável má-criação a Teodora Cardoso e ao Conselho de Finanças Públicas. Daí a campanha contra Carlos Costa.

Dizer isto não quer dizer que se ignoram os erros e as más avaliações do processo de ajustamento da Troika. Mas só por ingenuidade é que se pode pensar que é isso que está agora em cima da mesa. Não, não é. O que temos é um ajuste de contas que está a fragilizar o Banco de Portugal.

Luis Marques - Expresso

 

Banco de Portugal também não acredita

Banco de Portugal reduz o crescimento da economia para 1,3%, não acredita no défice proposto pelo governo e espera mais medidas adicionais. 

O cumprimento do objectivo de 2,2% apresenta riscos. Para além da incerteza associada ao cenário macro, ainda se aguarda maior especificação sobre algumas medidas de consolidação orçamental apresentadas", diz o banco no Boletim Económico divulgado esta quarta-feira. O banco central reviu hoje em baixa em duas décimas para 1,3% a previsão de crescimento do PIB para este ano, o que coloca Portugal a crescer menos do que em 2015, afastando-se ainda mais do Governo, que aponta para uma subida do PIB de 1,8%. 

Entretanto, o PCP exige as 35 horas o BE as barrigas de aluguer e o PS ri .

À PS - no BES tal como no BPN pagam os contribuintes

António Costa já tem uma solução secreta para os lesados do BES mas que não divulga. Vai dizendo que com ele os reguladores - BdP e CMVM - vão ser obrigados a entenderem-se. Os reguladores são entidades independentes mas isso é um pormenor que não atrapalha o nosso intrépido facilitador. A última vez que um primeiro ministro socialista se meteu a ceifar em ceara alheia sobraram para os contribuintes 7 mil milhões . Nacionalizou o BPN com a justificação que eram só 400 milhões de prejuízo. Viu-se.

O líder socialista assume que fará tabu sobre o assunto até ao final da campanha. Porém, revelou que já expôs a sua posição ao movimento de lesados do BES, com quem reuniu recentemente. "Já reuni com o movimento, já lhes transmiti a minha posição, mas acho que este tema não deve ser arrastado para a campanha", afirmou.

E vai acusando o governo de ter mentido aos portugueses ao dizer que não haveriam prejuizos para o estado. Quer dizer vai revelando que pagamos todos. Até no tabu António Costa é falso.