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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O pântano de Guterres, a bancarrota de Sócrates e a pobreza de Costa

Nos últimos 27 anos o PS foi de longe o partido que mais tempo esteve no governo . Os resultados não foram bons. O pântano de Guterres, a bancarrota de Sócrates e a pobreza de Costa não enganam e, para mais, muita gente que está hoje no poder também esteve nesses governos.

Portugal caminha para os últimos lugares na criação de riqueza entre os países da União Europeia. O PIB de 2018 é igual ao PIB de 2008 e já está a desacelerar para 1,9% em 2019. Sempre a descer até 2021 no mínimo. A falta de investimento vai fazer-se sentir nos próximos anos.          A degradação dos serviços públicos e a dívida que continua a crescer não deixam dúvidas e, com estas condicionantes, manter ou reduzir o défice só à custa da elevada carga fiscal a maior de sempre. Com a geringonça ou com algo semelhante não se percebe como sair do círculo vicioso.

A falta de investimento faz-se sentir no SNS ( a actividade dos hospitais privados cresceu mais que a dos hospitais públicos e assim continuará), os professores afiam as facas para paralisarem a escola pública com greves, a ferrovia lá para 2023 terá mais comboios ( os actuais andam a deixar cair os motores) .

E o custo para o PCP do apoio ao governo com expulsão de membros históricos também não ajuda.

Porque te ris, António ?

 

O PS levou o país três vezes à bancarrota

Segundo António Costa ninguém trata as contas públicas do país como o PS, esquecendo que foi pela mão do seu partido que Portugal foi três vezes à bancarrota.

Com as actuais condições favoráveis é bastante mais simples controlar as contas embora sem que se veja qualquer reforma estrutural . A prova é que Portugal está no radar com uma dívida monstruosa, os juros a subir e um débil crescimento da economia.

Cristina Miranda

Costa afirmou no Congresso do PS que o seu partido é o melhor na gestão das contas públicas.
Vamos então recapitular:
1977, Governo PS, intervenção do FMI.
1983, Governo PS, intervenção do FMI.
2011, Governo PS, intervenção do FMI. (Via Luis Marinho)

Há maior empobrecimento que a bancarrota ?

Um governo do PS teve que pedir ajuda externa porque estava perto da bancarrota. Já não havia quem emprestasse dinheiro à República, os cofres estavam vazios e as taxas de juro andavam pelos 7%.

Só o primeiro ministro em funções ( José Sócrates) é que tinha poderes para assinar com a Troika o programa de ajustamento.

Quem veio depois teve que aplicar as medidas que foram acordadas . Nem sempre bem, é verdade, mas agora é fácil de dizer.

A porta voz do PS, essa política de mão cheia que dá pelo nome de Ana Catarina Mendes, toma-nos por parvos e pela enésima vez vem com a mentira medíocre. Ao seu nível. Segundo a estadista quem empobreceu o país foi quem aplicou o programa não foi quem levou o país ao pedido de resgate.

A senhora acha que passa bem nos ecrãs

A irresponsabilidade de dizer que a austeridade acabou

Se acabou então paga. É assim que raciocina quem viu o seus rendimentos diminuírem . Professores, enfermeiros, polícias, juízes, e todos os que pertencem à função pública . Todos os outros, os que ainda pagam o enorme aumento de impostos e não têm sindicatos que os defendam, amoucham .

Não há dinheiro, este foi o argumento de António Costa que deu margem para os seus parceiros do governo ameaçarem. "Mas houve dinheiro ( milhares de milhões) para os bancos." Esquecem-se é de dizer que para os bancos foi uma só vez enquanto para a função pública são Xmilhões no primeiro ano, 2Xmilhões no segundo e ... nXmilhões daqui para a eternidade . Para sempre .

É claro, há muito, que quem deita Portugal para a bancarrota ( já por três vezes em democracia) são os políticos, os banqueiros e os grandes empresários que sugam o Estado até ao tutano. Mas não são só eles. 

" Logo abaixo das nossas lastimáveis elites e da sua vocação para a corrupção, há uma série de corporações poderosas, mais a grande massa dos trabalhadores do Estado e dos reformados, que foi crescendo ao longo do tempo por boas e por más razões. Esse Estado, sem profundas reformas, é insustentável. Ele pode ser alimentado durante alguns anos através do crescimento da economia, mas à primeira mudança de ciclo económico o país vai outra vez ao charco. Não é uma questão de “se”. É uma questão de “quando”.

António Costa, o "habilidoso", tropeçou no virtuosismo e caminha rapidamente para um pedido de ajuda externo.

Basta ouvir as exigências de Jerónimo e Catarina .

Passos Coelho deu um dos "não" mais decisivos da democracia

Ricardo Salgado dá um enorme elogio a Passos Coelho ao garantir que mais ninguém deixaria cair o seu banco e fazer desaparecer das paredes o nome da sua família. O " dono disto tudo" também conhecido por "Espirito Santo".

E é verdade . Outro qualquer governo acharia o banco demasiado grande para o deixar cair e ali enterraria uns biliões à conta dos contribuintes. Lembremo-nos do BPN que foi nacionalizado por Sócrates com o argumento que não se tratava de um banco sistémico, com 400 milhões salvava-se o pequeno banco mas, a verdade, é que já vamos em 7 000 milhões.

O banqueiro quer agora que acreditemos que nada sabia da batota nas contas, logo ele que ia a todos os negócios de braço dado com o estado. Desde a Comporta aos submarinos, comunicações, assessoria, consultadoria, seguros...

Apresenta-se como se fosse um imbecil, mas Passos não foi nessa, Vanessa...

Quem te aconselha ...

Com as taxas de juro actuais, com a economia que não cresce e com a dívida que não para de aumentar é mais que certo que caminhamos para uma situação igual à de 2011. Convinha que o governo iniciasse um programa cautelar junto do BCE antes que os juros cheguem aos 5% .

Em 2011 o governo pôs os bancos a comprar dívida pública até ao limite e quando chegou junto da Troika não tinha nenhuma margem de negociação.

Em resumo: Portugal terá cada vez mais dificuldade em financiar-se devido não só ao ambiente externo, mas também às fragilidades da economia portuguesa e às políticas do atual governo. Caso o financiamento em mercado falhe e não havendo “plano B”, o governo devia começar já a preparar o “plano C” e estudar um programa cautelar. Quanto mais tarde o fizer, piores serão as condições. Em 2011, Portugal esteve bem perto da bancarrota e foi obrigado a assinar o memorando sem qualquer margem negocial. Era bom que pelo menos essa lição tenha sido bem aprendida.

Para o BE e PCP a Venezuela era o SOL na terra

Lembram-se das vitórias do socialismo na Venezuela ? Agora não há pão nem leite. Que é feito do entusiasmo do BE e do PCP ? Caramba, não se abandonam os amigos assim.

Na Venezuela, logo após a morte de Chavez houve milagres ( cá também já temos milagres ) e nem assim o povo se livrou da miséria. Milhões de venezuelanos subscrevem petição para a realização de um referendo para correr com um maduro que não deixa o osso.

Um país rico ( não só de petróleo) em menos de quinze anos foi levado à bancarrota. Dizem alguns ex-amigos portugueses que é obra do imperialismo . O BE atacava o Ocidente por querer passar a imagem da Venezuela de um estado falido . O PCP, em dezembro último, no seu órgão central, declarava “solidariedade com a Venezuela bolivariana” e as “suas históricas conquistas”.

No tempo de Álvaro Cunhal, em célebre entrevista, o líder comunista apregoava que " a União Soviética era o sol do socialismo ". Não consta que os milagres apregoados tenham feito muito pelos povos.

De milagre em milagre o mundo ocidental, o mundo da democracia e das liberdades, continua na frente . Nunca tantos viveram com esta qualidade de vida durante tanto tempo.

 

O último refúgio dos velhacos

Salgado e Sócrates não têm culpa. Segundo eles foi a política que deitou abaixo o seu governo e a outro o seu banco. Se a política não tivesse deixado entrar a Troika, o PEC IV tinha resolvido a bancarrota do estado e o governo tinha resolvido a falência do BES.

A linha de defesa de Sócrates e Salgado é a mesma. A culpa é do estado, do ministério público, das Instituições financeiras, das entidades de supervisão. Tivesse a política feito o que sempre fez e nada teria acontecido. O estado e o BES não faliram, quiseram que falissem. É coisa bem diferente.

Em 2011, Sócrates já tinha resolvido as dificuldades com o PEC IV, quando a oposição o deitou abaixo. Em Julho de 2014, Salgado tinha “tudo encaminhado”, com uns investidores miraculosos e uma garantia angolana, quando o Banco de Portugal estragou um final feliz. Ah, como este país seria próspero se toda a gente pensasse pela cabeça do Dr. Salgado e do Engenheiro Sócrates.

 A política serviu aos oligarcas deste regime para subirem, e serve-lhes ainda, quando caem, para fugirem às suas responsabilidades.

Sindicalistas exigem voltar à bancarrota

Chama-se o "síndroma do abismo" : A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública exige aumentos salariais de 3,7% para o próximo ano, com a garantia de pelo menos 50 euros por trabalhador, e a reposição dos valores cortados aos salários e pensões.

A estrutura sindical afeta à CGTP pretende ainda que a reposição dos salários e pensões nos valores anteriores a 2011 seja feita antes do final da atual legislatura.

A Frente Comum defende também a atualização do subsídio de refeição para 6,50 euros e a atualização das restantes matérias pecuniárias em 3,7%.

A proposta reivindicativa para 2015 aprovada pelos sindicatos da Frente Comum prevê ainda o descongelamento das posições remuneratórias e o reposicionamento nos escalões da carreira correspondentes aos anos de serviço.

A estrutura sindical reivindica também a reposição do valor anteriormente pago pelo trabalho extraordinário, nomeadamente um acréscimo de 100% pelo trabalho em dia feriado.

A reintegração dos trabalhadores em mobilidade especial (requalificação), o fim do encerramento e privatização dos serviços públicos, a resolução imediata das situações de precariedade e a reposição do horário semanal de 35 horas são outras das reivindicações que integram a proposta de mais de 20 páginas da Frente Comum.

Esta reivindicação tem só o inconveniente de mostrar que a "massa salarial" da função pública está muito acima dos salários. Quando os aumentos salariais eram de 2% (inflação) a massa salarial era sempre superior a 5/6%. E a produtividade muito abaixo. Às mesmas causas correspondem os mesmos resultados.

As bancarrotas que empobrecem o país

Em 40 anos já vamos em três (3) bancarrotas coisa única nos países europeus. Este facto devía-nos fazer pensar que algo está muito mal no modelo social-económico-político que construímos. Não sou dos que pensam que estes 40 anos foram anos perdidos. Bem pelo contrário. Portugal é um país de sucesso, basta comparar com o "antes". Deixamos de ser um país pobre, com gente analfabeta e com um milhão de emigrantes só nos "bondvilles" na periferia de Paris o que, fazia desta cidade, a segunda  com  mais portugueses depois de Lisboa.

Mas há quem não queira ver que o modelo não só não chega aos 10% mais pobres como soçobra ciclicamente. Que é a forma mais eficaz de empobrecer. O melhor exemplo, ou um dos bons exemplos pode ser este. Quando em 1983 o FMI foi chamado, o "buraco" a tratar representava 5% do PIB de então. Agora, em 2011, o buraco a tratar representava 50% do PIB. Dez vezes mais. Isto mostra que o país não aprendeu nada com as experiências anteriores. A situação actual é o resultado de uma total irresponsabilidade de muitos que trataram o país "como se não houvesse amanhã".

Fogem das contas como o diabo da cruz. Durante três anos não apresentaram proposta nenhuma credível. Continuam impávidos a defenderem que a solução está no crescimento da economia. Como se o crescimento da economia, que não cresceu nos últimos 15 anos, vá agora, por milagre, começar a crescer já amanhã. Porque é para amanhã que o país precisa que cresça.

O que se passa com a sempre desautorizada reforma da Segurança Social é outro exemplo do que pensa a desvairada gente.