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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O governo fecha os olhos à plantação da dor futura

Os factores que levaram à falência de bancos e famílias estão aí novamente. Mas o Banco de Portugal anda a dormir e o governo faz de conta que não vê. E não verá até às eleições. Depois não digam que ninguém avisou.

Melhor exemplo: acaba de ser lançado no mercado um produto que traz de volta o financiamento a 100% da compra de casa, com a agravante de já não arrastar apenas indiretamente os fiadores. Não, a sugestão é mesmo hipotecar também a casa dos pais, ou de outros familiares próximos. Plantar a semente da multiplicação da dor futura.

Pior, voltou o crédito à habitação mais obras, no mesmo regime de dupla hipoteca. O que quer dizer que os 100% podem vir a ser excedidos por via de habilidades várias.

A visão de curto prazo que levou o país à quase bancarrota voltou. E as consequências serâo as mesmas.

O não ao BES e o sim ao Montepio

Tudo teria sido bem pior se Passos Coelho não tivesse tido a coragem de dizer não ao então "dono disto tudo" Ricardo Salgado. Vitor Bento, o primeiro CEO do Novo Banco calcula em 10 mil milhões de euros o dinheiro que os contribuintes vão suportar com os prejuízos do ex-BES.

Bem diferente, é o sim que António Costa está a oferecer ao Montepio numa cena canalha bem ao estilo do que nos trouxe até à bancarrota. É legal, mas não deixa de ser uma vergonha .

Durante anos o Montepio manteve práticas que levaram à situação presente pela mão de um amigo socialista. O Montepio é uma bomba relógio que um dia destes rebentará nos bolsos dos contribuintes com a cumplicidade, por inacção, dos poderes públicos.

Se fosses necessária, esta é a prova visível de que os problemas da banca estão longe de estar resolvidos. O risco na banca é elevado. E isto não é mentira. É a verdade.

Depois António Costa vai arranjar um culpado como sempre faz nos dramas que deixa crescer bem debaixo do seu nariz de Pinóquio.

Crédito bancário para comprar carro e habitação

As famílias como não tem onde colocar a poupança ( os juros são negativos) compram carro e habitação com crédito bancário . Mas os juros vão subir (não é "se" é "quando" ) e as famílias dificilmente vão ser capazes de aguentar financeiramente o contrato com o banco.

Nada que não tenha acontecido nestes anos de crise, só cai quem quer . Mas a culpa é especialmente de quem anda a deitar foguetes e a apanhar as canas dando uma imagem errada da situação do país. Tudo é a vitória do século escondendo que a economia está a arrefecer e que vamos voltar a divergir da Europa.

PS : erros de teclado

Logo que nova crise chegue ( não é "se" é "quando" ) Portugal tal como em 2008 vai ser apanhado com as calças na mão, os bancos com crédito mal parado e as famílias a perderem a casa e o automóvel.

A ladainha vem a seguir, a culpa é dos bancos que, certamente, vão ser salvos com o dinheiro dos contribuintes.

 A crise a nós vai-nos atingir com estrondo, aos países que se preparam nos tempos de vacas gordas, toca de raspão.

Tudo como dantes quartel general em Abrantes .

 

PCP e BE : Nem mais um Euro para a banca.

O governo anda a passar cheques nas costas dos contribuintes. A UTAO veio dizer que o Fundo de Resolução da Banca :

Na terça-feira, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) concluiu que a revisão das condições do empréstimo do Tesouro ao Fundo de Resolução bancário piorou as condições para o Estado, traduzindo-se num valor actualizado líquido negativo de cerca de 630 milhões de euros, valor que o líder do PSD considerou ser "conservador", dizendo que poderá ser o dobro.

Tivemos vários génios políticos ao longo do tempo que mandaram passar o cheque até não haver dinheiro para pagar nada. Alguns estão hoje no Governo, na hora difícil ninguém os viu.

No projecto de resolução hoje entregue no parlamento, os sociais-democratas pedem ao Governo que renegoceie os empréstimos relativos ao Novo Banco e ao Banif acordados em 10 de Fevereiro "em termos e condições que - na conjugação do prazo do empréstimo, escalonamento dos reembolsos de capital e taxa de juro - assegurem que o valor actualizado dos pagamentos de capital e juros dos empréstimos que o Estado recebe seja pelo menos igual ao valor emprestado pelo Estado.

Nem mais um euro para a banca gritavam o PCP e o BE. Não foi há muito tempo.

Banca assalta caixa das esmolas

É preciso ir buscar o dinheiro onde ele está. E está na Santa Casa . São as esmolas a alimentar a banca o cúmulo da vergonha. Agora sim batemos no fundo.

Se nenhuma instituição considera bom negócio meter dinheiro no Montepio porque há- de ser bom para a Santa Casa ?

A Caixa do Montepio não está com problemas por ter ajudado a economia social. O sarilho aí é exactamente igual ao dos outros bancos, com alguns erros ainda piores, como a desastrosa aquisição do Finibanco em 2010. Tudo isto significa que há muitos anos que essa instituição vem desvirtuando a sua missão solidária. Por que razão, quando esses negócios deram errado, se quer estender agora o veneno às Misericórdias, que se têm mantido fiéis à missão delas? Faltar ao dever para com os pobres para salvar bancos entalados não é solidariedade. Os santos amam o próximo, mas não são parvos.

A transparência é só para a banca privada ?

O que se passa na Caixa Geral de Depósitos mostra bem que essa história da transparência tão cara à esquerda só se aplica à banca privada.

Sabe-se ou não quem são os beneficiários dos empréstimos milionários que estão em situação irregular ? E quem os autorizou ? Claro que sim , a CAIXA não chegou ainda a um nível organizativo tão baixo, mas a sua administração nega-se a publicar a lista apesar da decisão de um tribunal.

Por enquanto a diferença mais notória é que na banca privada com problemas, os seus responsáveis já estiveram presos e andam a contas com a Justiça, na CAIXA não se passa nada.

O PCP e o BE estão mudos e quedos sobre o assunto e ainda por cima tentam fazer-nos a cabeça de que no Novo Banco tudo seria diferente se fosse nacionalizado . Ainda estão na fase de se julgarem virgens virtuosas . É a tal superioridade moral .

"Quando voltarem a ouvir alguém das esquerdas a defender a transparência do sistema financeiro riam-se. E com gargalhadas bem sonoras. As esquerdas só querem a transparência dos bancos privados. Quanto aos bancos públicos, como se vê com a Caixa Geral de Depósitos, nem pensar. Os portugueses não têm o direito a saber os abusos que os governos socialistas de Sócrates fizeram na Caixa, e que todos nós vamos pagar. O PCP e o BE estão a contribuir para um enorme acto de branqueamento sobre a instrumentalização do banco do Estado para fins privados, que vai custar muitos milhões a todos os portugueses. Se no fim disto tudo, ainda vos restar alguma vergonha, não voltem a dar lições de moral sobre a banca."

Dinheiro chinês aponta ao BCP e ao Novo Banco

Com a banca em estado de sítio e o país sem dinheiro o capital chinês prepara-se para ser o  maior accionista no capital do Banco Comercial Português e comprar  o Novo Banco.

O BCP passa por um momento particularmente difícil com as suas acções a desvalorizarem constantemente em bolsa. O Novo Banco anuncia prejuízos elevados - não esquecer que este é o suposto banco bom, nem em bom falar no banco mau.

Diz-se que o capital não tem nacionalidade o que é o mesmo que dizer que o que é preciso é haver dinheiro. Não sei se é assim em todas as situações o que sei é que a situação da banca é tão difícil que me parece não haver sequer oportunidade para discutir a questão.

Depois da REN e da EDP, da saúde ex-Espírito Santo e de importante parte do sector segurador, é a banca em dificuldades a passar para mãos chinesas. E não esquecer que também há dinheiro chinês na TAP. Como se vê tudo em grande e em importantes sectores económicos.

E não, não é por causa dos nossos bonitos olhos, é mesmo por o país estar à venda e por ao contrário dos outros países em programa Portugal ter perdido a oportunidade de recuperar a banca.

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Não há dinheiro

Gastaram-no à tripa forra e mal na maioria dos casos. Agora andamos aos caídos com medo que a banca vá parar às mãos dos espanhóis. E dos Angolanos.

Isto é tão certo que temos o PCP e o BE a defender a nacionalização do Novo Banco que é só a melhor solução para os banqueiros. Se o Novo Banco for vendido abaixo do montante que os outros bancos lá meteram serão estes últimos a sofrer o prejuízo. Se for nacionalizado serão os contribuintes a pagar.

Só se chega a este extremo porque na verdade não há dinheiro e não sabemos onde o ir buscar. É que onde há dinheiro (US, Alemanha, UK) não há interessados. O tal capital estrangeiro que é preciso como de pão para a boca.

Acresce que a CGD também precisa de aumentar o capital e aí o único accionista é o estado que não tem dinheiro. Vendemos ao capital privado uma parte da CGD  e com o dinheiro assim conseguido compramos a maioria do capital do Novo Banco ? E quem compra a parte da CGD não serão os espanhóis? É que se são lá estaremos onde começamos. No inicio. E sem dinheiro.