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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Professores metem baixa e fecham escolas

Bem dizia o alucinado sindicalista Nogueira que as escolas não tinham condições para abrir. O que ele não nos disse é que seria por falta de professores.

Uma golpada só possível na escola pública onde ninguém é responsável por nada. E como todos têm a progressão na carreira garantida, faltar ou não faltar vai dar no mesmo.

Depois não querem os ranking publicados onde as escolas públicas ficam nos últimos lugares. Tudo a funcionar em circuito fechado, paredes opacas e um ministério incapaz de implementar as medidas necessárias.

Haverá professores com doenças que aconselham ficarem em confinamento ? Claro que sim, mas essa não é uma razão mais que expectável que merecia uma solução que protegesse professores e alunos e as escolas a funcionar ?

Nas escolas privadas por cada professor que falta há um professor que o substitui. E isso nota-se !

As baixas fraudulentas dos professores - 2

Por último há que perceber quais as razões por trás do elevado absentismo na educação. Será que este sector atrai pessoas menos motivadas ? Será que o trabalho nas escolas públicas é mais desgastante e desmotivante do que em escolas privadas ? Será que o sistema é extremamente benevolente no que respeita a penalizações quando comparado com o sector privado, criando os incentivos perfeitos para corromper os profissionais ?

Porque é que os médicos passam tantas baixas mesmo sendo estas de boa fé ? Que incentivos são necessários para corrigir a situação ?

Há muitas perguntas por responder e responsabilidades por apurar, mas a luta contra o absentismo tem que ser feita. Fiscalizar é um dever e um começo, mas é preciso ir mais fundo e, o quanto antes, melhorar as condições no trabalho para que este gere felicidade e não descontentamento, tornando-se uma fonte de saúde e não de doença.

PS : Sandra Maximiano _ Expresso

Como é óbvio a autora é uma especialista no assunto e por isso o texto deve ser encarado como uma análise que exige atenção e respeito e não reacções corporativas idiotas.

Dois em cada três estavam de baixa fraudulenta

A maioria não é capaz de fugir à batota e à fraude. Na administração pública não há o espírito de missão nem sequer a solidariedade entre colegas, como não há controlo e a assiduidade e o mérito não contam. Ter em cada três baixas por doença duas falsas diz tudo sobre o que é a administração pública. E podemos todos ter a certeza que na privada não há disto. Não só há prazos a cumprir como a falta sistemática de pessoal inviabiliza as equipas de trabalho e são os próprios colegas que repudiam tal situação. Mas na administração pública não há qualquer sanção para estes batoteiros. É assim que muitos querem que continue. Alimentar a preguiça e a fraude. Trata-se de um fenómeno enraizado e estrutural porque se verificou ao mesmo nível nos últimos anos analisados. 2011/2012 e 2013. Se é assim nos anos da brasa como será quando fazemos de conta que vivemos na terra do leite e do mel...

As baixas médicas fraudulentas

Mais uma vez a Segurança Social apanhou uns milhares de baixas médicas fraudulentas. Vai continuar assim enquanto não se tomarem medidas a sério. Estas baixas são mais um exemplo de um direito adquirido. São no público porque na privada se um trabalhador for substituído por outro não entra mais.

Na classe de professores, ainda há pouco tempo veio a notícia que em seis meses tinham metido 70 000 baixas médicas. Como há 150 000 professores, quer dizer que ao fim de um ano todos os professores terão faltado ao trabalho. Tudo gente filha de mãe doente.

No Hospital de S. João, que tem 2 200 trabalhadores, faltam todos os dias 10%, isto é, 220 trabalhadores por dia. Ao menos frequentassem o hospital indo às consultas...

Se houvesse avaliação assente no mérito e na assiduidade estes "doentes" recuperavam rapidamente. E os médicos que passam os certificados tinham mais cuidado, embora não possam saber se realmente ao "doente" dói ou não a cabeça. Não é fácil.

Desta vez anda a PJ em campo. Há certificados sem a indicação do posto de saúde, outros sem a indicação do médico subscritor...
Em 2012 o número de beneficiários de subsídio por doença foi de 496 mil, quando no ano anterior ascendera a 551 mil, de acordo com as estatísticas da Segurança Social. Entre Janeiro e Abril deste ano, a despesa com subsídios por doença foi de 144,3 milhões de euros, contra 146,7 milhões de euros, segundo o último relatório de execução orçamental da Segurança Social. O ministério prevê gastar em 2013 à volta de 414 milhões, menos 1,6% do que no ano passado.

Na CGA duas em cada três baixas são falsas

Uma das maiores chagas no funcionalismo público é a altíssima falta ao trabalho por baixa médica. Entre os professores, em seis meses,  cerca de 70 000 meteram atestado médico. Como são cerca de 150 000 isto quer dizer que cada um dos professores irá meter um atestado médico no prazo de um ano.

Claro que a explicação é que estão confrontados com uma profissão muito desgastante.

Conhecem-se casos de médicos que passaram umas dezenas de atestados e, há, os chamados "profissionais do  atestado", funcionários que metem baixa recorrentemente . É, claro, que numa empresa privada não há um exército de substitutos que possam executar o trabalho .

Aproximar as exigências entre a pública e a privada bem como as condições de remuneração e outras, é fundamental como todas as organizações mundiais do trabalho não deixam de assinalar. Foi agora o caso da OCDE, cujo relatório já foi sumariamente rejeitado pela UGT. 

PS : e, no Hospital de S. João há cerca de 200 pessoas de baixa por dia.

O ensino privado é mais barato para o estado

E tem melhores resultados como mostram todos os rankings. Não é o que se pretende ? Ou a questão é ideológica entre o prestador ser público ou privado não interessando o custo e o mérito? Não é por o país funcionar em todos os sectores nesta lógica despesista e irresponsável que está na situação em que está?

A média de certificados médicos apresentados pelos professores, na escola estatal por ano, é superior a 70 000. O MEC devia fazer um levantamento sobre as baixas médicas  no ensino privado.

"Sabemos que a intenção deste Governo é privatizar, ou seja, concessionar a privados a resposta pública de educação, [porque] na última reunião com o ministro da Educação, foi dito que estavam a alterar a legislação do ensino privado e todos percebemos que a intenção é ir nesse sentido, [além de] despedir, remeter para a mobilidade especial ou para rescisões por mútuo acordo e reduzir salários", adiantou Mário Nogueira.

Que outra maneira há para resolver os problemas financeiros do país?