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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os "avanços" no SNS

Greves dos médicos e dos enfermeiros. Listas de espera com doentes a morrerem por falta de cirurgia em tempo medicamente razoável. Avanços ?

Impedir as PPP que são reconhecidamente uma boa solução. Baixar de 45 horas para 35 horas a prestação do trabalho. Impedir a coordenação entre sector público e privado. Reduzir o tempo de protecção da patente dos medicamentos o que obriga as farmacêuticas a elevar o preço por forma a obter o retorno do investimento. Acabar com as taxas moderadoras e assim favorecer os abusos.

A saúde tal como o inferno está cheia de grandes ideias com a particularidade de desfavorecer sempre os doentes. Se está doente não pode socorrer-se do hospital mais capaz de o tratar tem que ser num daqueles hospitais que o envia com guia de marcha para a "lista da morte lenta".  Razão ? Para os políticos ideologicamente doentes só há hospitais públicos e privados não havendo razão para existirem hospitais uns mais acessíveis que outros para facultarem o serviço em tempo útil.

Como é fácil de ver os verdadeiros problemas são as PPP, é a existência de hospitais privados, são as taxas moderadoras, é uma nova Lei de bases...

E o que se faz às listas de espera ? E ao subfinanciamento ? E à falta de pessoal ? E aos velhos a morrer? 

Acerca do que é realmente importante não se ouve um pio aos progressistas.

A questão central não é sindical, nem ideológica e muito menos partidária. É, essencialmente, moral. Como nos relacionamos uns com os outros? Como procedemos perante os nossos mais velhos, perante os deficientes, perante os incapacitados? Era isto que gostaria de ver discutido, e não senhoras e senhores aos berros, ou com ar calmo, a acusarem-se e a dizerem meias-verdades sobre temas que de modo nenhum são centrais.

 

PCP embrulha PS no "pacote da direita"

Os avanços conseguidos devem-se ao PCP e as suas limitações ao "pacote de direita" PS, PSD e CDS .

Reagindo à promulgação pelo Presidente do Orçamento do Estado, os comunistas colocam o PS no pacote dos “partidos da direita”. “Nos limites e insuficiências do Orçamento do Estado para 2018, estão bem visíveis, as opções estruturais do PS e que convergem com opções e práticas do PSD e CDS”, afirma o PCP, em comunicado, onde também insiste em que “a resposta aos problemas do país não está no regresso a um passado de agravamento da exploração e do empobrecimento, não está na continuação da política de direita seja pela via do PS, seja por via do PSD ou do CDS, seja ainda em torno de um aclamado consenso entre estes partidos que consagraria tal política”.

Isto porque segundo o PCP é preciso reforçar a votação na CDU para ir mais além. Só que como se viu nas últimas eleições o povo não quer ir mais além. E como bem diz o PCP " é o povo quem mais ordena" .