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BandaLarga

as autoestradas da informação

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António Costa finalmente fala verdade : não há dinheiro

O discurso perigosamente irrealista e mentiroso do  primeiro ministro foi interrompido. Não há dinheiro.

Em mais de dois anos de Governo, estas foram as palavras de António Costa que mais gostei de ouvir. Não porque me tenha habituado a ele ao ponto de entranhar esta gestão irrealista e mentirosa das expectativas dos portugueses, mas porque o primeiro-ministro começa finalmente a dizer que a margem de manobra é muito mais estreita do que ele sempre defendeu .

O que é que o governo sabe das finanças públicas que nós não sabemos ? O argumento nas negociações com os sindicatos dos professores é que as finanças públicas não têm uma margem de 600 milhões de euros para descongelar as carreiras dos professores.

É possível enganar muitos durante algum tempo mas não durante o tempo todo.

António Costa irritou-se com Cristas

Os incêndios estão aí para durar. Esta semana já tivemos incêndios com as queimadas de inverno.

A limpeza da floresta - segundo os especialistas - como está a ser feita é um erro porque o que arde é o restolho não são as árvores. E há árvores e árvores.

Mas a questão do momento é arranjar desculpas e argumentos para quando chegar o verão e se possível um bode expiatório. Autarcas e bombeiros já vieram dizer que não aceitam ser os bodes expiatórios quando falta dinheiro, máquinas e homens no terreno. E, claro, falta tempo esse carrasco.

António Costa irritou-se porque sabe que muita coisa pode mudar com a dimensão dos próximos incêndios. E desta vez ninguém aceitará que vá de férias. A começar por Marcelo.

Assunção Cristas levou para o debate a notificação das Finanças que todos os contribuintes receberam para cumprimento das responsabilidades que tenham na limpeza em torno de casas e de aldeias no espaço rural. Disse, por exemplo, que "particulares e autarcas se queixam da inexequibilidade da operações, por não existir maquinaria para cumprir a lei".

Os "rabos de palha" de Santana Lopes são uma prenda para António Costa

Agora vejam a importância que será atribuída por António Costa às trapalhadas com que Rui Rio ontem brindou Santana Lopes em futuro debate entre ambos.

Santana Lopes ripostou com questões internas do partido (PSD) mas com Costa vai ripostar com quê ? Com as facadas de Costa a Seguro ?

Dos três Rui Rio é o único que não tem "rabos de palha". Esteve doze anos na Câmara do Porto com rigor e competência . Já António Costa está directamente implicado nos incêndios ( há doze anos foi ministro das florestas e como primeiro ministro recebeu os resultado da sua competência) . Mais de cem mortos. Santana Lopes conseguiu dar pretextos a Jorge Sampaio para que fosse afastado ao fim de uns meses.

É claro que tanto Costa como Santana sabem que as suas responsabilidades serão escrutinadas ao pormenor. Sem perdão .

A mais de centena de mortos nos incêndios podia ter acontecido a qualquer primeiro ministro ? Poder, podia, mas não a um primeiro ministro que é o principal responsável pela organização de ataque aos incêndios tendo gasto milhões de euros . Um primeiro ministro pode ser demitido ao fim de um par de meses de governo ? Mesmo com um presidente da república que teve como objectivo colocar no poder o PS ? Não, não podia. A não ser ( como  aconteceu) que as trapalhadas fossem tantas a ponto de Jorge Sampaio ter na sua mão sondagens que davam a maioria ao PS.

E estas circunstâncias existiam por Santana estar a governar bem ? Não brinquem com coisas sérias porque o que está em jogo é o país não é o PSD

 

Costa, Rio e Santana de acordo quanto ao futuro

A conclusão a tirar do debate de hoje e das declarações frequentes de António Costa é que no essencial estão de acordo quanto ao futuro.

Estão de acordo sobre a permanência do país na União Europeia e na Zona Euro. E isso por si só implica estar de acordo com o sistema político e com a economia social de mercado.

Na presente situação o país tem que trabalhar para conseguir um crescimento da economia que seja superior à média do crescimento da economia europeia. Para isso é necessário efectuar uma série de reformas estruturais que já foram ou estão a ser efectuadas nos outros países europeus.

Um estado mais leve e menos interventivo amigo da iniciativa empresarial virada para as exportações. Uma carga fiscal mais leve quer seja para os cidadãos quer seja para as empresas. Criar condições que atraiam o investimento estrangeiro.

Aumentar o nível de poupança dos cidadãos e manter uma balança comercial externa equilibrada. Manter contas públicas controladas e pagar a dívida mantendo-a à volta de 60% do PIB . Promover a descentralização com um modelo económico virado para o futuro e não para o presente e não deixar que a despesa pública seja superior a 50% do PIB.

Este é o quadro padrão para Costa, Rio e Santana e que terá a oposição de Jerónimo e Catarina. E não há mais tempo. É isto que estará em votação nas próximas eleições com o povo a saber que Costa não poderá voltar a juntar-se a Jerónimo e a Catarina.

 

 

 

António Costa acompanhou à distância como sempre

Sempre que cheira a esturro o primeiro ministro acompanha à distancia e não sabe de nada. Agora no caso do assalto à Santa Casa, Costa sabe, mas à distancia .Se correr bem lá estará a colher os louros se correr mal o Vieira da Silva é o culpado.

Ata confirma “intenção do Governo” de colocar Santa Casa no Montepio. Ministro reuniu-se várias vezes com Santana e Edmundo Martinho. Marcelo entusiasmou-se mas retraiu-se depois. PM acompanhou à distância. Direção financeira recomenda prudência

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Com o PCP e o BE Costa levou para o governo a "política da terra queimada"

O que se passa nos CTT e na AutoEuropa é o prosseguimento da "política da terra queimada" concretizada com as reversões de algumas privatizações . Trata-se de levantar dúvidas aos investidores estrangeiros. Em Portugal é como ? É a política de quem ganhou as eleições ou de quem tem mais votos ? São as políticas dos partidos democratas cristãos, sociais democratas e socialistas democratas que ganharam a maioria dos votos que conduzem a governação do país ?

É este o grande objectivo de Catarina, Jerónimo e Arménio . Este último até já exige ao governo que negoceie com o governo alemão a estratégia para a AutoEuropa e, desta forma, assegurar a permanência da empresa de Palmela com ou sem greves .

É que, como mostra a reestruturação dos CTT, a inovação e a evolução tecnológica não se compadecem com a figura simpática e familiar para a maioria de nós, do carteiro a percorrer o bairro entregando cartas. E na AutoEuropa o investimento necessário para a produção dos carros eléctricos do futuro só virá para Portugal se o Grupo alemão considerar que o nosso país oferece  estabilidade laboral e fiscal convincentes.

António Costa, perdendo as eleições, ou se apresentava no Largo do Rato de mãos a abanar ou chamava para o apoio ao governo os partidos marxistas, adversários confessos da Democracia ( conforme a reconhecemos no Ocidente) da União Europeia e da Zona Euro.

" Agora que estamos já na segunda metade da legislatura, receio que esta preocupação de setores da maioria parlamentar, a fazer ressaltar as respetivas identidades ideológicas, se possa acentuar e causar cada vez mais prejuízo aos objetivos do crescimento económico, do progresso e da melhoria das condições de vida por portugueses."

António Costa salvou a pele oxalá não perca o país. 

Morreram mais de 100 pessoas nos incêndios mas Costa diz que o ano foi saboroso

O primeiro ministro na ânsia de vender as maiores vitórias do século diz coisas absolutamente inaceitáveis e ofensivas.

2017 foi o ano que por incúria e incompetência do governo morreram mais de cem pessoas nos incêndios mas isto não impede Costa de afirmar que o ano "foi particularmente saboroso" . O mesmo Costa que fugiu para férias e que nem sequer pediu desculpas ao país. Ele que há 12 anos foi o ministro que montou a estrutura de ataque aos fogos e que por isso é, em larga medida, o principal responsável.

A sua genial reforma das florestas deu num ano "particularmente saboroso". As familias das vitimas devem ter a mesma opinião.

"Num tom mais grave, o líder do Executivo comentou que tal mudança "não é de somenos e significa claramente que algo de novo está a acontecer na Europa". "Há uma nova vontade, depois de anos muito difíceis e em que muitas divisões existiram entre os diferentes países europeus, de seguirmos em conjunto, reagindo positivamente. Se calhar o choque do Brexit foi excessivo para o que era necessário, mas o que é verdade é que desde esse momento há com que uma nova vontade de a Europa se construir", regozijou-se.

A Europa salvadora que os seus amigos do governo não querem mas que puxou para a governação para salvar a pele.

2017 foi um ano particularmente doloroso mas para o primeiro ministro o que é importante é que Centeno substituiu o holandês dos "copos e das mulheres ".

António Costa não tem um pingo de compaixão .

 

 

De que está à espera o primeiro ministro para demitir Vieira da Silva ?

Rui Mendes Ferreira

7 h ·
 

Pensamento do dia:
Vamos lá então falar de alguns factos, e deixar algumas questões, sobre a situação da Raríssimas, e o seu tratamento dado pelo actual ministro da SS, Vieira da Silva.

Facto:
O ministro da SS, Vieira da Silva, foi notificado sobre os actos de gestão irregular que se praticavam na Raríssimas. Há mais de 3 meses, e por mais que uma vez.

Facto:
Os serviços da Presidência da República receberam a 4 de Dezembro carta do ex-tesoureiro da Raríssimas a queixar-se do facto de o ministro da Segurança Social, Vieira da Silva, não lhe ter respondido a denúncias feitas em Setembro.

Facto:
O Ministro da SS, pertencia aos órgãos sociais da Raríssimas, e fez parte das Assembleias onde eram dados avales às contas, à forma, e ao actos de gestão, praticados naquela instituição.

Facto:
Face as suas funções quer no ministério, quer como membro da Mesa da Assembleia Geral da Raríssimas, Vieira da Silva, tinha obrigação de saber o que por lá se passava. Bastaria tão simplesmente ter olhado para as contas e ter lido os relatórios de gestão, aos quais estava obrigado a ter conhecimento. Se não o fez, foi por sua única e exclusiva opção pessoal.

Facto:
Se de facto não sabia mesmo o que por lá se passava, foi simplemente porque não quis saber, pois tinha essa obrigação, e assim sendo, então andou por lá a assinar de cruz, como um irresponsável, inimputável, incompetente, Ou então, se sabia, ocultou, tendo dado cobertura com o seu silêncio e atitude conivente.

Facto:
Uma lei, feita em 2014, pelo anterior governo, obriga a que todas as contas das IPSS, a partir de 2015, tenham que ser de consulta pública, e previamente divulgadas e publicadas, mas o actual ministro, que já está em funções desde Outubro de 2015, sempre se recusou ao seu cumprimento, alegando que as contas das IPSS, são do "foro privado", apesar de serem subsidiadas largamente com dinheiros públicos, e de estarem sujeitas as eventuais inspeções e ações de fiscalização, que o Instituto da SS, possam entender querer fazer.

Facto:
Só em 2016, o actual governo concedeu mais de 1.600 mil milhões de euros as IPSS, sem que o ministro Vieira da Silva, as tenha obrigado ao cumprimento da lei, de terem que publicar as suas contas e darem livre acesso à sua consulta pelo público, ou seja pelos utentes e pelos contribuintes.

Facto:
O ministro Vieira da Silva, não só não obriga as IPSS a cumprirem a lei de publicação das contas e dos relatórios de gestão, como ele mesmo, afirma ser contra essa lei.

Facto:
Os serviços de inspeção da SS, nos últimos dois anos, levaram, a cabo mais de 1600 ações inspectivas, as IPSS, tendo elaborado umas centenas de processos de contravenções, notificações e multas, mas nenhuma delas foi realizada à Raríssimas.

Facto:
E isto apesar de já há muito tempo existirem queixas, quer de funcionárias, algumas delas estando já a decorrer nos tribunais, existindo até já condenação da instituição, na pessoa da sua directora, pelos tribunais, e existindo igualmente muitas queixas contra a directora e a sua gestão, na forma nos actos, e conteúdos, por parte dos pais das crianças, que estão à guarda desta instituição.

Pergunta:
Que mais será necessário descobrir-se, para que este ministro seja liminarmente e rapidamente afastado de todas e quaisquer funções em cargos públicos? E para sempre.

Pergunta:
De que está á espera o PM Costa, para demitir o ministro Vieira da Silva?

Pergunta:
Face ao silêncio cobarde e à total inoperância do Primeiro Ministro, e dado que do Costa é só isto que podemos esperar, de que está á espera o Presidente da República, para vir ele a público declarar a sua retirada de confiança política ao ministro Vieira da Silva, fazendo com que seja despedido à força?

A mezinha é a mesma

A mezinha é a mesma seja no governo seja na Câmara. Comprar apoios. Como António nos vem habituando, não há programas nem decisões quanto aos problemas pendentes, há negociações e empurrar os problemas com a barriga. Mas isso só é possível cedendo até ao limite aos parceiros como já hoje é visível na governação.

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 PS : antes que me atanazem o juízo : mezinha é um remédio caseiro e lê-se mézinha; mesinha é uma mesa pequena