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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A lista de países mais importantes para Angola

Há amúos e interpretações várias sobre a lista de países que o novo presidente angolano apresentou como sendo  os mais importantes, deixando de fora Portugal.

Mas quem são os tais países importantes ? Como é fácil de ver são os mais poderosos e os mais ricos.

"Angola dará primazia a importantes parceiros, tais como os EUA, República Popular da China, a Federação Russa, a República Federativa do Brasil, a índia, o Japão, a Alemanha, a Espanha, a Franca, a Itália, o Reino Unido, a Coreia do Sul e outros parceiros não menos importantes, desde que respeitem a nossa soberania", disse João Lourenço.

Portugal está na lista "desde que respeite a soberania" o que é uma forma de confirmar o que a oposição angolano proclama. Segundo a UNITA, Portugal "verga" sempre aos interesses angolanos mas a verdade é que o ex-vice-presidente angolano está a ser julgado pela justiça portuguesa.

E a pergunta é : queremos estar na lista ?

 

A dispensa da Democracia Liberal

António Filipe veio de Angola deslumbrado tal como o seu camarada Bernardino Soares veio da Coreia do Norte. Viram democracia em países governados por ditadores que se eternizam no poder por décadas.

Tal como outros camaradas do PCP viram democracia na Rússia e na China por exemplo.

Mas a verdade é que estes países em que há e haverá acumulação primitiva de capital não conseguiram forjar  as instituições democráticas que geralmente surgem com as burguesias nacionais emergentes ( Daniel Oliveira) . No meio de tanta miséria não era possível forjar. E as novas oligarquias do mundo globalizado dispensam a Democracia liberal .

Bastam umas eleições de vez em quando que garantam a perpetuação no poder dos mesmos de sempre . Não conseguem criar uma nova classe média exigente e ansiosa por liberdade.

Angola tem os maiores índices de consumo de champanhe per capita do mundo mas a maioria da população não tem acesso a uma fonte de água potável. A Venezuela dorme em cima de um mar de petróleo mas a sua população faminta revolta-se na rua.

Nestes países tão amados pela extrema esquerda não faltam bimilionários e miséria .

Um PCP bipolar

O PCP que aplaude a política do MPLA em Angola é o mesmo que critica a política da União Europeia. O PCP aplaude um regime onde há fome e morrem crianças por falta de vacinas, de água canalizada e de saneamento básico. Onde o Presidente está no poder há 37 anos seguidos. Onde se prendem jovens por lerem e discutirem um livro.

Que se pode dizer de um partido que aplaude ditaduras ( Angola, Coreia do Norte, Venezuela...) e se afirma contra o sistema democrático europeu ? Como é possível levar a sério um partido que apoia um sistema liderado por uma minoria cleptómana e deixa na miséria a esmagadora maioria do seu povo ?

 O PCP não mudou nem muda, é preciso, é obrigatório não esquecer. Muito principalmente agora que está no governo pela mão do PS.

Catarina, Mariana, eles apanharam prisão à séria...

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 Agora que passaram as férias da Páscoa não há um bocadinho para protestarem contra as pesadas condenações dos nossos amigos angolanos ? É que se não sabem, até foram condenados por um crime que só apareceu nas alegações finais do julgamento. O que é que se passa convosco, raparigas ?

Têm falta de t-shirts ? As que envergavam na foto acima não aguentaram cinco meses de poder ? Têm medo de desagradar a quem, valha-me Deus ? Então o que era verdade em 2015 ( uma vergonha o silêncio do então governo) é agora mentira? Os rapazes são mesmo um perigoso grupo de revolucionários que atentaram contra o governo revolucionário de José Eduardo dos Santos? Catarina, Mariana, que se passa convosco?

Já com a Grécia e o Syriza estranhei a vossa atitude. Tanto carinho naquela fase de assalto ao poder mas, depois, veio o silêncio à medida que as reuniões em Bruxelas calavam aquele que a Isabel Moreira apelida de "é sexy, porra!". Nem o champanhe com a mulher na varanda ao entardecer o salvaram da demissão . 

Começo a ficar desiludido. Embora nunca tenha dito que gostava de Vossas Excelências ...

28 Março, 2016

17/10/2015. Luaty Beirão ainda não fora condenado

Catarina Martins diz que posição do Governo face a Luaty é “vergonhosa”

Março de 2016 – Luaty foi condenado a uma pena de cinco anos e seis meses.

 

Juntar a Efacec a um mercado de 21 mil milhões

Isabel dos Santos comprou 65% da Efacec uma das nossas jóias da indústria. Em Angola tem à sua espera um mercado de 21 mil milhões. É, juntar a fome com a vontade de comer. Ter mercado para uma empresa que compete mundialmente é um investimento mais que justificável. E para os accionistas portugueses agora minoritários é um poço de dinheiro.

Mas a capacidade de inovação e investigação da Efacec irá manter-se em Portugal ? Ou como é habitual não só vendemos os anéis mas também os dedos ? É que saímos sempre pela porta pequena .

A aquisição, além de manter a aposta na internacionalização da empresa, deverá também servir para que a Efacec aumente a sua presença em Angola, onde já prestou serviços nos domínios da engenharia, infra-estruturas de telecomunicações, transformadores e, aparelhagem eléctrica, tendo entre os seus clientes a Unitel, operadora de telecomunicações da qual Isabel dos Santos é accionista de referência.

Os donos angolanos de Portugal

A fórmula é simples. Quem manda? Quem tem dinheiro. E quem tem dinheiro são os angolanos que investem cá e que têm outros enormes argumentos políticos . Os 250 000 portugueses que trabalham em Angola e ser , provavelmente, o maior mercado para as nossas exportações. Há uma grande ligação, para não dizer uma grande subserviência da elite portuguesa. O poder político pôs-se de joelhos perante a elite angolana".

Razão teve Machete

Ao arquivar o processo o Procurador "espera que a decisão ajude a desanuviar as relações diplomáticas entre Angola e Portugal" . Tal como o seu colega que quebrou o segredo de justiça esperou que a sua decisão contribuísse para a deterioração das relações diplomáticas entre Portugal e Angola.

Estamos a entrar numa nova fase. Os que usam métodos rasteiros vanglorizam-se da sua prática. Já chegou às entrevistas e agora aos acórdãos. Dignos seguidores dos irmãos Pinto que bloquearam a ponte e ajudaram a vencer Cavaco Silva.

A PGR é um elefante no meio da sala

A Procuradoria Geral da República sempre que abre a boca ( no caso um comunicado) põe a ferver as autoridades Angolanas. A quebra do segredo de justiça e o envolvimento de nomes de personalidades em casos supostamente em investigação, estão a dar cabo das relações Portugal-Angola. Não se percebe a quem isto servirá, mas uma coisa parece certa, a justiça portuguesa não investiga personalidades de outros países a não ser angolanas. E, se investiga, nesses casos não há quebra de segredo de justiça.

Por outro lado a comunicação social Angolana também está apostada em deitar gasolina na fogueira. E, claro, que não se coíbe de chamar às autoridades Portuguesas o pior. Para já adiaram a cimeira entre os dois países prevista para Fevereiro.

Numa altura em que as relações económicas são tão importantes ( 30% do petróleo que importamos é Angolano e temos 150 000 compatriotas a trabalhar naquele território) há gente de ambos os lados apostada em destruir o que tanto custou a erguer.

Faz parte da luta contra as medidas neoliberais? 

O caso Machete explica-se bem

"Cherchez la femme " é a explicação para muitos casos conturbados entre casais . Nas relações entre países é mais o crude. Portugal está bastante dependente da compra do crude angolano que alimenta a nossa capacidade de refinação. Angola pela primeira vez na história tem um saldo comercial positivo com Portugal. Não se procure mais, se não fosse a "boutade" de Machete a servir como pretexto seria outra coisa qualquer. E, é verdade, que o segredo de justiça não é quebrado inocentemente. É um crime que o Magistério Público comete e que os jornalistas aproveitam. E, como, neste crime não há defesa possível, cada um utiliza as armas que tem à mão.

Dizem os jornalistas que também publicam casos em segredo de justiça de cidadãos portugueses. Mas a questão é que estes não têm crude para vender nem milhares de postos de trabalho para preencher.