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BandaLarga

as autoestradas da informação

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ANA (privada) já encontrou solução para o aeroporto de Beja

É esta a diferença entre as empresas privadas e as públicas. Quem está fora do negócio, do "core business", está fora das soluções. É assim em todos os negócios. O aeroporto de Beja não tinha qualquer utilização, enterraram-se lá cerca de 33 milhões mas aviões nem vê-los. A ANA, privada, em pouco tempo encontrou solução para aquela estrutura.

O aeroporto de Beja, que resulta do aproveitamento civil da Base Aérea n.º 11 e custou 33 milhões de euros, começou a operar a 13 de Abril de 2011, mas, desde então, apesar de aberto, tem estado praticamente vazio e sem voos e passageiros na esmagadora maioria dos dias.

"Espera-se que esta aposta da Hi Fly em Beja seja o primeiro passo para o desenvolvimento de uma parceria com vista ao desenvolvimento de outras actividades no aeroporto" alentejano, refere a ANA.

Segundo o presidente da Hi Fly, Paulo Mirpuri, citado no comunicado, o acordo estabelecido com a ANA para a utilização do aeroporto de Beja "como placa giratória para a frota entre contratos" da companhia, nomeadamente para o estacionamento e manutenção de aeronaves, é "bastante positivo".

E é assim, quem não sabe fecha a loja

 

A ANA já tem projectos para o aeroporto de Beja

Há mais de 40 anos que o aeroporto de Beja começou a ser construído. O meu pai foi o director das obras representando o então Ministério das Obras Públicas. Depois de os Alemães terem abandonado aquela infra-estrutura e apesar do muito dinheiro lá gasto, nunca o estado conseguiu encontrar utilização adequada. Esteve todo este tempo a torrar ao sol abrasador do Alentejo.

Ainda se falou, no ano passado, que o aeroporto serviria milhares de turistas e as exportações dos produtos da área do Alqueva. A verdade é que se deserto estava, deserto se manteve.

Entretanto, o aeroporto mudou de mãos com a privatização da ANA e num anito já arranjou um projecto para dar trabalho à gente da terra e ocupação ao construído. Nem menos que uma fábrica para fazer a manutenção de aeronaves e para as desmontar. Negócio circular. Construímos em Évora, reparamos na Portela e em Alverca e agora desmantelamos em Beja.

Porquê só agora ? Porque os novos donos da ANA estão no negócio, conhecem muita gente, oferecem contrapartidas, tudo vantagens que o estado não tem nem nunca terá. Mais ou menos como está a acontecer com os Estaleiros de Viana do Castelo. 

Não havia trabalho nem paz social, passou a haver. É por estas razões que as empresas públicas têm prejuízo .

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ANA depois de privatizada está feliz

A ANA - gestão de aeroportos - depois de privatizada aumentou o cash flow em 50%. Muita gente andava preocupadíssima por que a companhia já aumentou as taxas portuárias cinco vezes desde que foi privatizada. Fugiam os clientes, auguravam, como se uma empresa com concorrência internacional não fizesse contas.  

Na base deste crescimento dos resultados esteve o aumento do tráfego nos aeroportos portugueses, bem como a subida das tarifas cobradas. O duplo efeito (em quantidade e em preço) terá sido determinante para que, de um ano para o outro, o cash-flow operacional passasse de €200 milhões para €300 milhões.

Como não há subsídios públicos a ANA faz tudo para ser feliz no seu novo estado. O divórcio não é solução.



Portela + Montijo + imaginação = Novo aeroporto

A ANA anda a trabalhar no novo aeroporto. Para já escolheu o aeroporto do Montijo para as Low Costs e já tem a concordância da Força Aérea. Os passageiros das low costs não esperam desembarcar no centro de Lisboa a pagar o que pagam. E aqui entra a imaginação. Em vez de entrarem em Lisboa de camioneta pela Ponte Vasco da Gama e passarem a barreira de tráfego automóvel, o que toma uma hora, ou atravessarem a Ponte 25 de Abril de comboio, vêm de barco. Está lá tudo é só dragar alguns canais do rio que há muito não são utilizados.  Não é verdade que todos os dias milhares de passageiros atravessam o rio de barco vindos da outra banda?

E a 3º ponte sobre o Tejo com custos elevadíssimos não é necessária. Os barcos desembarcam os passageiros gloriosamente no Terreiro do Paço, no centro de Lisboa e num ambiente incomparável. É que os low cost deixam sempre os passageiros a uns largos kms dos centos das cidades. Num repente, o que era um monte de problemas passou a ser uma oportunidade de excelência.

Paralelamente, avança a ideia de parquear aviões no aeroporto de Beja libertando espaço na Portela. E temos ainda o aeroporto do Figo Maduro presentemente utilizado pela Força Aérea que está no prolongamento da Portela e que também pode vir a ser usado pela aviação civil.

E aqui está como não ter dinheiro é uma coisa boa. Quer dizer se for  o nosso próprio dinheiro a arriscar. 

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A ANA privatizada já dá uso ao aeroporto de Beja

A ANA privatizada já começou a usar o aeroporto de Beja. Centenas de turistas franceses aterraram hoje neste aeroporto com destino aos hotéis de Tróia e do Alentejo. Esta primeira remessa faz parte de um "pacote" turístico que vendeu cerca de 40 000 dormidas. "

Esta a primeira de 20 operações entre os dois países a cargo da "GPS Tour", um operador turístico luso líder no mercado francês para Portugal. A Associação de Promoção Turista do Alentejo (APTA) acredita que com estas rotações possam "ser vendidas" 40 mil camas em diversas unidades hoteleiras da região. Grande parte dos turistas que aterraram em Beja visitam pela primeira vez o Portugal, mas o primeiro contacto com a região foi descrito como "fantástico", pelo sol, o céu azul e a beleza das paisagens vistas do ar.

Vitor Silva, presidente da APTA referiu que o Alentejo "é um mercado muito conhecido neste sector de turismo" revelando que além das férias de sol e mar em Tróia, "muitos vão para o interior", virados para a vertente de património e cultura.

Por seu turno Pedro Beja Neves, diretor da ANA, no aeroporto de Beja, justificou que estes voos significam "o caminho certo para a aposta que a empresa faz nesta infraestrutura", considerando que "é necessário" que todas as instituições "façam o seu trabalho" em prol do desenvolvimento da região.

A ANA privatizada faz mexer o aeroporto de Beja

Poucos meses foram necessários para que se concretizasse um acordo entre a TAP e a ANA. O aeroporto de Beja já tem uma aeronave de bandeira estrangeira estacionada para trabalhos de manutenção e engenharia. Sempre que faltar espaço na Portela o aeroporto de Beja será usado para o estacionamento e manutenção de aeronaves. Trata-se de uma grande oportunidade para a região.

Segundo disse à Lusa fonte da TAP, o estacionamento dos aviões no aeroporto de Beja acontecerá sempre que não haja espaço disponível no complexo industrial da TAP na sua base operacional em Lisboa.

Os espaços irão "funcionar como áreas de apoio nas acções de manutenção de linha", ou seja, "similares às que são efectuadas em escala, à chegada e antes da partida dos voos", e nos trabalhos de preservação, "necessários sempre que uma aeronave esteja sujeita a uma imobilização prolongada", explicou a fonte.

"A falta de espaço é um fenómeno que ocorre em todos os aeroportos a nível mundial", disse Pedro Beja Neves, referindo que a ANA tem que "optimizar" a rede de aeroportos que tem em Portugal "na procura das melhores soluções" para os seus clientes e "é nesse âmbito que o aeroporto de Beja está a servir como palco" para operações da TAP Manutenção e Engenharia.

 


 

A ANA conseguiu um excelente dote...

A ANA foi comprada pela Vensi a maior empresa de construção civil do mundo. Veja no vídeo as vantagens para o nosso país. "O interesse de uma empresa com o prestígio da Vinci mostra que Portugal é competitivo e tem uma boa localização", declarou ainda Vítor Gaspar, realçando "a capacidade de Portugal diversificar as suas fontes de financiamento".

Os Franceses da Lusoponte ganharam a ANA

A VINCI  que apresentou o melhor preço - três mil milhões de Euros - ganhou o concurso de privatização da ANA.  É uma empresa Francesa ligada à Lusoponte e tem como actividade mais importante a construção civil sendo uma das maiores empresas nessa actividade.
Gere aeroportos que movimentam pouco mais de dez milhões de pessoas. O aeroporto de Lisboa passará assim a ser o seu principal pólo nesta actividade já que movimenta cerca de dezasseis milhões de pessoas.
De acordo com as fontes citadas pela Reuters, o grupo de trabalho que acompanha as privatizações recomendou ao Governo que escolha a oferta da Vinci, por ser substancialmente mais elevada que as dos restantes concorrentes.

 

Serão os mesmos que incentivaram a construção do TGV?

Cincoenta e cinco personalidades assinaram um documento em que incitam o governo a não privatizar a TAP e a ANA.
As razões são três : Em primeiro lugar, trata-se de bens estratégicos para a economia portuguesa”, dizem os signatários, acrescentando que “movimentam milhões de passageiros, assegurando ligações imprescindíveis dentro do nosso território, com comunidades emigrantes no estrangeiro e com diversas regiões do mundo”.
Salienta-se que as duas empresas são “cruciais para o maior sector exportador nacional, o turismo”, sublinhando que “perder capacidade de controlo deste sistema de acessos e exportações é um golpe na economia nacional”.

Em segundo lugar, os signatários apontam o “interesse estratégico para a República”. A venda a 100% da TAP e da ANA, como o Governo prevê nos diplomas de privatização, significa que “Portugal entrega o poder de monopólio sobre os transportes aéreos e os aeroportos a duas empresas estrangeiras, cujos interesses podem ser contrários aos do país”, escrevem.Por último, o manifesto refere que “estas privatizações acentuam o défice e portanto a dívida pública futura” porque a TAP e a ANA “geraram em 2011 meios financeiros na ordem dos 158 e 199 milhões de euros, antes de impostos e outros compromissos financeiros”, explicam, fazendo referência aos resultados operacionais das duas empresas (e não ao seu resultado líquido, que, no caso da companhia de aviação, é negativo).