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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Face à situação do país o que quer dizer "voltar atrás" ?

As ameaças de Bruxelas são chantagens mas as do PCP não. A política de reversão de rendimentos, salários e pensões, logo sacados com aumento de impostos e que levaram a economia à presente estagnação é para continuar. Porque o objectivo do PCP é levar o governo do PS ao confronto com a União Europeia. Uma vez estabelecido o confronto o PCP já tem um pretexto para voltar a ser o único partido de esquerda.

E como a política do actual governo se mostra um descalabro o PCP aponta a União Europeia como culpada. É o Euro, o Tratado Orçamental, os constrangimentos (sic) impostos pela União Europeia. Como se antes da entrada do nosso país na UE vivêssemos num mar de rosas.

Mas perante os maus resultados de 2016 e a austeridade que o Orçamento 2017 irá impor não é dever patriótico da extrema esquerda ajudar a mudar de caminho ? Ou a ideia é mesmo, como sempre foi, a do "quanto pior, melhor" ? Depois deste ano de políticas erradas e de piores resultados vamos continuar para agradar a comunistas e bloquistas que nos querem fora da UE ?

A grande maioria do povo português, indicam as sondagens, querem o país integrado no espaço da União Europeia, incluindo a maioria dos socialistas. Que não passe pela cabeça de um conjunto de derrotados " voltar atrás".

Será que o PS deixou de ser uma ameaça eleitoral para PCP e BE ?

A que se deve a subita viragem do PCP e do BE ? De um momento para o outro, aparentemente, deixam cair as bandeiras que os afastavam do PS e da União Europeia . Depois dessa jogada aparente o que resta do PCP e do BE ? Na primeira oportunidade e logo que não precisarem vão deixar cair o PS . Está à vista de todos. A sobrevivência politica de António Costa merece arrastar o país para uma aventura ?

Com a indigitação de Passos Coelho as decisões voltam para o parlamento e aí o PS terá que derrubar o governo saído das eleições . É uma enorme responsabilidade a que Costa quer furtar-se. Daí os insistentes pedidos a Cavaco para "não perder tempo" . Isto é, o cumprimento da Constituição passou a ser considerada uma perda de tempo.

"Regresso a 2011 e ao PEC IV, recordo como o Governo do PS caiu na Assembleia com os votos do BE e do PCP. Que garantias conseguirá um Governo do PS de que, à mínima dificuldade, na exigência de medidas antipopulares, o BE e o PCP não repetirão o mesmo de 2011? O cumprimento dos compromissos assumidos com a Comunidade Europeia, exigentes, não facilita uma política expansionista tão ao agrado da extrema-esquerda. Daí que um Governo do PS com apoio parlamentar do BE e do PCP seja um Governo condenado a não cumprir a legislatura, tendo uma vida muito curta."

Quem se mete com António Costa, leva

Ofendidinho, António Costa envia SMS com ameaça a jornalista . Pessoalmente não esperava isto do candidato socialista a primeiro ministro. Jorge Coelho já tinha avisado. Quem se mete com o PS, leva. A mesma arrogância, a mesma sobranceria dos chefes. Se deixarmos virá o resto que também já conhecemos bem. A democracia é nossa. O estado é nosso. Somos melhores que todos os outros. O governo é nosso por definição. Ouçam-no :

Quem se julga para se arrogar a legitimidade de julgar o carácter de quem nem conhece? Como não vale a pena processá-lo, envio-lhe este SMS para que não tenha a ilusão que lhe admito julgamentos de carácter, nem tenha dúvidas sobre o que penso a seu respeito. António Costa

A crónica em questão é esta que é apenas uma opinião sobre as propostas económicas do PS (nem sequer são sobre António Costa em particular). E podem ler o SMS por inteiro nesta notícia.

E, depois deste episódio, pergunto: é este "censor" que queremos ter como Primeiro-Ministro?

Eles avisaram

Onde quer que estejam lá estaremos também. Alguns de nós vão de férias mas outros ficarão. Nas galerias da Assembleia da República os protestos são diários. Não sei se é constitucional impedir ou perturbar o trabalho de um órgão de soberania mas sei que são os mesmos, uma minoria que o fazem. Querem ganhar pelo barulho o que perderam nos votos. Uma minoria, uma elite esclarecida que guia os trabalhadores. Sim,porque eles falam em nome dos trabalhadores.

Nas crises vem ao de cima o melhor e o pior. Lavam-se as feridas de muitos anos mas ao mesmo tempo voltam as ameaças de quem não aceita a democracia. Para os da minha geração isto não é novo já passamos por isto em 1975. Hoje temos a pluralidade partidária porque lutamos por ela. Temos sindicatos livres porque enchemos a Alameda. Temos Constituição porque os deputados cercados não se atemorizaram.

As sociedades onde estas elites governam mantêm presos políticos, um só partido e muita, muita fome. A maioria que passou pelo pesadelo está a bater à porta da UE para aderirem. Voluntariamente, querem entrar no inferno!