Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

É mesmo necessário comer um abacate que vem do Perú?

A pegada ecológica dos alimentos. Em Portugal há fruta boa de várias espécies mas andamos a comer abacate do Perú e manga do Brasil. Pior, uvas do Chile e laranjas de Espanha.

Perguntei a uma funcionária de um super mercado porque é que a fruta que vendiam era toda do estrangeiro. Respondeu-me que a nossa é melhor e que, por isso, se vende mais cara lá fora ficando nós com a pior.

É verdade que nos últimos anos se vê o aumento significativo da produção nacional da fruta e dos verdes em geral.Azeitona, uva, amêndoa, cereja, maças, peras( que exportamos fortemente)laranja do Algarve, pêssego (até na Beira Baixa)...

O que é de rir é que nos primeiros tempos da democracia o governo adjudicou ao famoso Peter Druker ( professor e economista) um estudo para identificar os clusteres que devíamos desenvolver. Quase quarenta anos depois estamos a seguir os seus conselhos.

E a cortiça, a madeira, os têxteis, o calçado...sectores onde Portugal sempre teve Know how. Antes tarde do que nunca.

E turismo, mar, aquacultura...

abacate.jpg

 

Associação de pais vigiam cantinas nas escolas

A autonomia das escolas está escrita nas estrelas . Mais competências, mais meios, mais proximidade e maior interligação com poderes locais, pais e professores.

Há várias escolas no país que já têm as suas cantinas vigiadas pelos pais dos alunos depois das denúncias da má qualidade da alimentação servida. Outras escolas resistem exigindo aos pais um pré-aviso o que contraria a lei .

A lei foi aprovada em Dezembro e em Janeiro já há pais organizados o que demonstra bem como a proximidade é um factor decisivo e há gente preparada e interessada.

Claro que há uma enorme resistência à descentralização de que a escola pública é só um exemplo . Todos falam dela mas ninguém avança a não ser com pequenos passos quando a realidade dura e muitas vezes dolorosa não deixa margem para argumentos medíocres.

O Estado que está em toda a parte e não está em lado nenhum tem que sair da frente e deixar a sociedade civil intervir. Basta que faça o que lhe compete e que mais ninguém pode fazer .

O ano passado foi disso uma enorme lição.