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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O 25 de Abril é a mais importante data do nosso calendário

Marcelo diz que não esperava uma manifestação " a minha ideia do 1 de Maio era mais simbólica e restritiva e não desta dimensão e neste número".

Depois da discussão sobre a manifestação do 25 de Abril e da decisão em homenagear entre portas na Assembleia da República a mais importante data do nosso calendário, é difícil compreender a decisão da CGTP.

Na linha do pensamento do PCP ( coerente e que merece respeito) bem sabemos que o 25 de Abril não tem para os comunistas a mesma representatividade de outras datas. E foi isso que levou ao "avanço" da Alameda. Não vale a pena ser ingénuo.

E não, as críticas não são "perseguição" nenhuma porque a maioria do povo considera a data do 1 de maio uma data mais partidária e menos nacional . O que os comunistas conseguiram foi uma inversão de valores.

Como já escrevi o discurso da secretária geral da CGTP não deixa dúvidas a ninguém. "Quiseram calar-nos mas não nos calamos".

Os "avanços" dos comunistas têm sempre um horizonte político e não vale a pena fazer de conta que não percebemos.

A CGTP não respeitou os nossos velhos

Os velhos estão confinados à casa de família ou aos lares. São os mais dependentes de todos nós. Mas estão arredados da discussão pública.

Como sabemos, os principais focos de mortes por covid-19 são nos lares de terceira idade. Neste momento, muitos dos nossos velhos estão numa situação de quase-prisão sem direito a visitas. Quantos não estarão a perguntar se foram condenados a um resto de vida em solidão? Como acreditar que a sociedade se mobilizou para proteger os mais velhos se, na altura em que se discute o regresso à normalidade do país, os mais velhos nem uma nota de rodapé nas entrevistas aos governantes são?

E a questão, quer queiram quer não, é muito pertinente. Qual a razão para se abrirem excepções ? A resposta é clara. Porque há poder em quem beneficia dessa excepção e há cobardia no governo.

A CGTP perdeu uma grande oportunidade em mostrar que " não é mais igual do que qualquer outro". E percebe-se porque os seus simpatizantes estão tão zangados com a crítica legítima a que a sua secretária geral apelida de " perseguição ".

 

Ao contrário de outros a Igreja dá uma lição de humildade

A secretária geral da CGTP começou o seu discurso na Alameda dizendo que " quiseram-nos calar" mas que " não nos calamos". Era a explicação para a convicção ganhadora de não cumprirem a Lei a que todos os outros estão sujeitos.

A Alameda fica aqui a 500 metros da minha casa, estive em todas as manifestações do 1 de Maio que aqui se cumpriram. Uma tarde bem passada, convivendo com as pessoas, bebendo uns copos de vinho nas diversas tascas regionais e comendo belos petiscos. Tudo directamente do produtor. Nada tenho contra.

Este ano assistimos a uma prova de força do PCP através da CGTP que quis mostrar que não se sujeita aos ditames da Lei. "Uns são mais iguais do que outros" e não é por ser uma instituição que ofende a maioria que cumpre, é porque pode.

Já a Igreja Católica dá uma lição de humildade. Proteger é a palavra de ordem. Proteger é uma lição de amor. Como nada tem a mostrar incita os crentes a fazer " peregrinações espirituais". Só os fortes se comportam desta forma humilde.

“O Governo não autorizou celebrações religiosas em geral até ao fim deste mês; e o Santo Padre pediu para todos nós a graça da prudência e da obediência às orientações oficiais, para que a pandemia não regresse”, escreveu, este domingo, D. Manuel Clemente.

Na verdade as máscaras começaram a cair. De um lado está quem quer mostrar o seu poder do outro está a humildade .

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O poder da CGTP de passar " guias de marcha"

Pode custar caro ao PCP esta afronta ao povo. Encher a Alameda com gente munida de "guias de marcha" e assim viajar entre concelhos o que não é permitido ao resto da população.

Uma ocupação autorizada pelo Governo de António Costa durante a vigência do estado de emergência decretado por Marcelo Rebelo de Sousa e aprovado pela Assembleia da República. Uma afronta aos portugueses que, confinados em casa, perceberam que Orwell tinha razão quando afirmava que «todos somos iguais, mas alguns são mais iguais que outros». Por isso, enquanto a larga maioria dos cidadãos estava proibida de sair do concelho de residência, a CGTP dispunha do poder de passar «guias de marcha» de forma a garantir a ocupação geométrica da Alameda. Um desenho novo que os drones das transmissões televisivas se encarregaram de inscrever nos olhos e no cérebro dos portugueses. Um atestado de vida para aqueles que se continuam a considerar deserdados do abril totalitário com que tinham sonhado.

As máscaras começaram a cair.

 

Santuário de Fátima cheio - o milagre deu-se na Alameda

O que é que se pode fazer na Alameda em termos de protecção individual que não se possa fazer no Santuário de Fátima ? Nada .

Mas o milagre deu-se no 1 de Maio algo que se dá com maior frequência no Santuário. O governo já admitiu que a 13 de Maio teremos peregrinos em Fátima.

Mas as famílias são aconselhadas a ficar em casa,  os alunos não vão à escola e os trabalhadores não vão trabalhar.

Assim se vê a força do PC.

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Um 1º de Maio retrógado

O dia do trabalhador já foi do trabalhador hoje é dos sindicatos e de todos os movimentos que querem colocar novamente em cima da mesa as questões que já se julgavam resolvidas. A sociedade civil já disse dezenas de vezes nestes quarenta anos que não quer que o estado tome conta de nós.

O Estado ocupa um espaço “que não pode ser confundido com o da iniciativa privada, não pode tomar conta da nossa iniciativa e não pode decidir por nós e nos impor um modelo de vida”. O presente ataque à escola pública em parceria com os privados mostra que PCP e BE lutam pela hegemonia em todos os sectores da sociedade.

Recuando a 1975, para recordar o processo de nacionalizações, que obrigou o país a “pagar um preço muito elevado, por haver forças políticas que queriam que o Estado tomasse conta de tudo”, o presidente do PSD frisou que “o Estado é hoje imprescindível para que a economia funcione com regras”.

PCP e BE são partidos retrógrados que defendem hoje o que já provou não resultar. Há dezenas de experiências a última das quais é a Venezuela onde hoje se luta literalmente nas ruas por um pedaço de pão e por um litro de leite.

Não queremos voltar à miséria e à ditadura.

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