Montijo ? Há problemas ambientais mas isso importa pouco

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Quando cá chegam pela primeira vez os turistas ficam deslumbrados com o aeroporto. So near...
Li algures que o actual aeroporto de Lisboa era para ficar onde é agora a Alameda D. Afonso Henriques onde está o Instituto Superior Técnico . Alguém com visão conseguiu afastá-lo para perto mas que a muita gente parecia longe.
Santana Lopes vem agora novamente com a hipótese Alverca. Bastava alinhar uma nova pista na vila Ribatejana, paralela à pista única do Humberto Delgado e, dessa forma simples, a rota de aproximação das aeronaves já não se cruzavam. E Alverca há muito que tem lá as oficinas ( OGMA) e a pista .
Mas tem o inconveniente de não ser "so near " e de ser preciso gastar uns milhões em acessibilidades . Ora as aves do Montijo são mais fáceis e mais baratas de afastar . E as acessibilidades estão já lá só precisam de uns acrescendos.
O argumento maior dos ambientalistas é a existência no Montijo do enorme aquífero de água doce que se estende até à Arrábia que pode ser fortemente poluído com a actividade aeroportuária. Um avião de 5 em 5 minutos. Um desastre.
Está bem, se calhar até têm razão, mas está tão " so near "
Ou ainda não tinham percebido ? É a grande vantagem de Lisboa. Apanha-se o Metro e 15 minutos depois estamos no centro da cidade . Não há caso igual.
Do que se trata é expandir o aeroporto da Portela já e depois logo se vê . É que com a ancora do aeroporto actual só a solução Montijo serve . E com as eleições à porta é preciso mostrar "obra" nem que seja no papel.
Ninguém quer admitir que não há dinheiro para um grande e novo aeroporto que custaria uma pipa de massa que o Estado não tem ( o tal estado do BE que dá lucro...) e que a Vinci tem mas não está para lá enterrar.
Já agora vejam o vídeo de aproximação ao aeroporto Sá Carneiro no Porto. Sobrevoar a cidade aqui já não é um problema ?
O aeroporto de Lisboa já perfaz as condições para que se avance com uma solução alternativa . O estudo ambiental viabiliza a solução Portela+Montijo . Lá para 2022 temos a solução operacional.
Conhecidas que são as filas de espera de duas horas que os passageiros enfrentam já hoje, como é que chegaremos a 2022 sem trágicos prejuízos para o turismo ?
Logo se vê como diz o outro . Mas não somos bons no desenrasca ?
Vai custar entre 300 e 400 milhões de euros

Tanta discussão por o aeroporto da Madeira se chamar Cristiano Ronaldo. Por acaso e não tendo nada contra, quando aterro no Sá Carneiro no Porto lembro-me sempre que o ex-primeiro ministro morreu num acidente de aviação e concluo que o nome não é apropriado para um aeroporto. Em terra passa-me .
Cristiano Ronaldo lembra um jovem vencedor que marca golos e é conhecido em todo o mundo. Eusébio está no Panteão Nacional. Afinal onde está o desconforto ? Alberto João por ser político seria melhor ? Mas quem aterra no Funchal , turista, faz ideia de quem é o Alberto João Jardim ?
Foi só mais um ajuste de contas entre políticos e uma maneira de esquecer os verdadeiros problemas . A propaganda precisa de arranjar todos os dias uma distração. Até estava no ar o Novo Banco e mais uma vitória. Não convinha nada que os contribuintes se preocupassem.

Face ao potencial aumento de tráfego na Portela construir um novo aeroporto por 36 mil milhões de euros corresponde a perder 20 milhões de passageiros durante os anos da construção.
A hipótese Portela+Montijo é a única solução que permite, em tempo útil, corresponder ao potencial crescimento de tráfego na Portela. E atira a capacidade de movimentação para 2035 .
Aos 36 mil milhões do custo do novo aeroporto há que acrescentar o custo dos acessos . E sempre foi claro que a proximidade do aeroporto da Portela à cidade é uma mais valia. As companhias aéreas já andam a dizer que não querem sair da Portela, mesmo as low cost , embora quem viaje nas low cost não espere desembarcar no centro da cidade.
Com o tráfego no aeroporto de Lisboa a crescer (6%) o dobro da UE até 2020, a "Portela + Montijo" "deverá permitir acomodar o crescimento de tráfego previsto pelo menos até 2050, desde que assegurado o alargamento e optimização da gestão do espaço aéreo, assim como uma abordagem eficaz à transferência das companhias low cost para o Montijo", afirma o relatório.
É só uma questão de vontade política . A Base de Tancos "é quase chave na mão", tem lá tudo para funcionar como substituta da Base Aérea do Montijo . E com vantagens . Capacidade de crescimento, longe dos grandes aglomerados urbanos e nenhuma utilização civil.
"Não há infra-estruturas noutras bases para a aviação de transporte. A Ota não é opção por causa das aproximações no espaço aéreo à Portela, Sintra idem aspas... Tancos é quase chave na mão, apenas exige remodelações", reconheceu um oficial superior da Força Aérea.
Sendo Tancos uma área sem restrições de sobrevoo e a partir da qual não há aeronaves a operar, será ainda favorecido o treino das aproximações por instrumentos e das tripulações, que a Força Aérea prevê serem impossibilitadas com o uso da BA6 pela aviação comercial.
O Elefante Branco de Tancos já inactivo pode impedir a construção de um caríssimo Elefante Branco na OTA ou em Alcochete.
É bom não haver dinheiro para desperdiçar obriga a ligar a imaginação, recuperar infra-estruturas já existentes com vantagens . Parece que a guerra surda entre os interesses dos que querem mais obra pública milionária e o bom senso este prevaleceu.
O Elefante Branco da noite de Lisboa fechou . Quem diria que serviria de mote para uma decisão tão importante .

Para quem viaja em low cost aterrar a uma hora de distância do centro da cidade faz parte do preço barato. É por isso que a expansão do aeroporto de Lisboa teria que ser feita com a utilização de um dos aeroportos existentes na zona de Lisboa . E o mais acessível e com melhor condições - está operacional para os militares - é o do Montijo.
Há um canal que atravessa o rio Tejo que agora está assoreado e que com obras de pouca monta e em breve espaço de tempo ficará operacional e largará os viajantes no Terreiro do Paço. Onde há transportes públicos, incluindo o Metro que acede rapidamente a toda a cidade
Os novos proprietários da TAP também é assim que pensam, querem o Portela + Montijo e depressa.
Agora compare-se com o custo de um novo aeroporto e duma nova ponte sobre o Tejo.
Os terroristas islâmicos nem precisam de esquemas para terem acesso aos aviões. Neste aeroporto Belga pelo menos 50 apoiantes do EI trabalham lá com acesso aos cokpites. Se a empresa que administra o aeroporto considera o multiculturalismo dos seus trabalhadores uma vertente importante nos seus recursos humanos, então dê-lhes trabalho nos gabinetes da administração. Os passageiros é que não podem estar à mercê de uma bomba facilmente colocada no avião. Ou o perigo já está incluído no preço ?
Há 30 anos quando se iniciaram os ataques terroristas na Europa, os passageiros já sentados no seu lugar eram chamados à pista e cada um alinhava com a respectiva bagagem. Bagagem sem dono não viajava. Entretanto as vozes dos idiotas úteis foram subindo de tom e hoje estamos nas mãos destes assassinos.
Como se vai percebendo à medida que se conhece mais vamos largando mão dos nossos princípios e dos nossos valores incluindo a segurança dos cidadãos.
"É uma falha gigantesca de segurança. A carta dos agentes, divulgada por diversos sites belgas como o HeT Belang Van Limburg, garante que entre os funcionários do aeroporto existem radicais islâmicos infiltrados nas lojas free shop, serviços de bagagem e de limpeza, com acesso às plataformas e cokpit dos aviões."
Nem sempre a falta de dinheiro é uma coisa má. Obriga a pensar, ser imaginativo. O aeroporto da Portela tem capacidade para operar durante mais 30 anos, isto apesar da realidade ter sido muito superior às previsões do número de passageiros.
O cenário Portela + Montijo tem pernas para andar, é incomensuravelmente mais barato, e deixa os passageiros a vinte minutos do centro da cidade. Incluindo os low cost. Se não é único em todo o mundo andará perto. E aí está como o argumento para construir mais uma obra faraónico, um novo aeroporto, se transformou numa ideia cheia de vantagens e barata. E agora já estão todos de acordo.
A surgir como foi pensada pelo anterior governo, a solução do Montijo poderá servir como aeroporto complementar para albergar companhias aéreas de baixo custo. Isto permitiria libertar o aeroporto principal tanto a nível de parqueamento de aeronaves como de movimentos diários.
O governo já tem reunião marcada com a ANA para avançar com o projecto.