Na semana que passou ficou claro que a geringonça está mesmo morta: Bloco, PCP e PEV recusaram-se a acudir ao PS e ao governo, tendo aliás nos casos do TC e do aeroporto do Montijo contribuído para tornar a posição dos socialistas ainda mais complicada.
Mas, além disso, às negas da esquerda somaram-se as do PSD. Os sociais-democratas juntaram-se às ameaças do PCP e do Bloco de chumbar a intenção governamental de mudar o decreto que permitiria a transformação da Base Aérea 6, no Montijo, num aeroporto internacional.
As medidas compensatórias ( por exemplo, as receitas da construção de habitação que com o aeroporto não são viáveis) vai obrigar o governo a abrir os cordões à bolsa para converter as autarquias comunistas.
O Zé sabe bem que está tudo montado. Vai pagar mais pelo aeroporto do Montijo. As indignações ambientais reduzem-se a umas quantas obras que custam umas dezenas de milhões e aguentem-se passarada.
O PSD não vai dar a mão ao PS obrigando o governo a negociar com as autarquias da margem sul. Não é nada a passarada, nem os peixes, muito menos o "sapal", isso é tudo conversa de encher.
António Costa já disse que não tem Plano B que é como quem diz "digam lá quanto querem?" . Voltar à estaca zero também custa muito dinheiro. Vamos ter aeroporto no Montijo mesmo sabendo que não é uma solução definitiva.
Estes governantes estão cada vez mais previsíveis, medíocres e batoteiros. Já não sei se feliz se infelizmente o país não tem dinheiro. É que mesmo sem dinheiro gasta-se à fartazana em obras de duvidosa utilidade.
Há dezenas de anos que se discute o novo aeroporto e não se conseguiu melhor do que uma solução presa por uma lei desproporcionada.
O ministro até já tinha engrossado a voz " muda-se a Lei" mas depois viu que a lei a mudar é da autoria do PS, de um governo em que António Costa era ministro. Com as pernas a tremer o Pedro Nuno, perante seis autarquias que não se vergam, já diz que a ser assim a obra não se faz.
A única opção que não foi comparada com as outras foi exactamente a do Montijo, mas foi esta que foi escolhida. Surpresos ? Foi José Sócrates que escreveu nos jornais há dois dias.
"O debate sobre a alteração da lei não é sobre uma localização em particular, é sobre se a lei está errada ou se é correta. Entendemos que a lei é desajustada e desproporcional pelo poder de veto que dá, no limite, a um só município", afirmou Pedro Nuno Santos, que falava num debate de atualidade, no parlamento, pedido pelo Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV).
Mas foi o governo de António Costa que deu à VINCI o poder de escolher a localização do novo aeroporto no Montijo . Ora, é bem de ver que a multinacional está-se nas tintas para o interesse nacional. E agora ?
O PSD devolveu as críticas ao dizer que a responsabilidade de não haver aeroporto "deve ser acatada ao Governo e aos partidos que lhe dão suporte político há cinco anos". Na intervenção inicial, o social-democrata defende que o Governo "criou um problema a si próprio" por não ter feito nada durante quatro anos.
Como se trata de uma barracada monumental o governo irá oferecer mundos e fundos para que os seis autarcas renitentes da margem sul mudem de opinião. Faz lembrar o " Queijo Limiano" onde o pântano de António Guterres começou.
Este ministro Pedro Nuno Santos, que pôs as pernas dos alemães a tremer, é bastante desajustado e desproporcional .
Aeroporto de Lisboa, novo aeroporto do Montijo, aeroporto de Beja e agora um novo aeroporto comercial na Base de Monte Real. Embrulha !
O ministro das infraestruturas é assim, não só pôs as pernas a tremer aos alemães como agora avança com um novo cluster industrial ferroviário. A cada um conforme as suas necessidades de cada um segundo as suas capacidades disse o Pedro Nuno no congresso do PS. E põe em prática. Embrulha !
Para quando é ? Quem paga ? Não façam perguntas estúpidas.
Quando cá chegam pela primeira vez os turistas ficam deslumbrados com o aeroporto. So near...
Li algures que o actual aeroporto de Lisboa era para ficar onde é agora a Alameda D. Afonso Henriques onde está o Instituto Superior Técnico . Alguém com visão conseguiu afastá-lo para perto mas que a muita gente parecia longe.
Santana Lopes vem agora novamente com a hipótese Alverca. Bastava alinhar uma nova pista na vila Ribatejana, paralela à pista única do Humberto Delgado e, dessa forma simples, a rota de aproximação das aeronaves já não se cruzavam. E Alverca há muito que tem lá as oficinas ( OGMA) e a pista .
Mas tem o inconveniente de não ser "so near " e de ser preciso gastar uns milhões em acessibilidades . Ora as aves do Montijo são mais fáceis e mais baratas de afastar . E as acessibilidades estão já lá só precisam de uns acrescendos.
O argumento maior dos ambientalistas é a existência no Montijo do enorme aquífero de água doce que se estende até à Arrábia que pode ser fortemente poluído com a actividade aeroportuária. Um avião de 5 em 5 minutos. Um desastre.
Está bem, se calhar até têm razão, mas está tão " so near "
Ou ainda não tinham percebido ? É a grande vantagem de Lisboa. Apanha-se o Metro e 15 minutos depois estamos no centro da cidade . Não há caso igual.
Do que se trata é expandir o aeroporto da Portela já e depois logo se vê . É que com a ancora do aeroporto actual só a solução Montijo serve . E com as eleições à porta é preciso mostrar "obra" nem que seja no papel.
Ninguém quer admitir que não há dinheiro para um grande e novo aeroporto que custaria uma pipa de massa que o Estado não tem ( o tal estado do BE que dá lucro...) e que a Vinci tem mas não está para lá enterrar.
Já agora vejam o vídeo de aproximação ao aeroporto Sá Carneiro no Porto. Sobrevoar a cidade aqui já não é um problema ?
O aeroporto de Lisboa já perfaz as condições para que se avance com uma solução alternativa . O estudo ambiental viabiliza a solução Portela+Montijo . Lá para 2022 temos a solução operacional.
Conhecidas que são as filas de espera de duas horas que os passageiros enfrentam já hoje, como é que chegaremos a 2022 sem trágicos prejuízos para o turismo ?
Logo se vê como diz o outro . Mas não somos bons no desenrasca ?
Tanta discussão por o aeroporto da Madeira se chamar Cristiano Ronaldo. Por acaso e não tendo nada contra, quando aterro no Sá Carneiro no Porto lembro-me sempre que o ex-primeiro ministro morreu num acidente de aviação e concluo que o nome não é apropriado para um aeroporto. Em terra passa-me .
Cristiano Ronaldo lembra um jovem vencedor que marca golos e é conhecido em todo o mundo. Eusébio está no Panteão Nacional. Afinal onde está o desconforto ? Alberto João por ser político seria melhor ? Mas quem aterra no Funchal , turista, faz ideia de quem é o Alberto João Jardim ?
Foi só mais um ajuste de contas entre políticos e uma maneira de esquecer os verdadeiros problemas . A propaganda precisa de arranjar todos os dias uma distração. Até estava no ar o Novo Banco e mais uma vitória. Não convinha nada que os contribuintes se preocupassem.
Face ao potencial aumento de tráfego na Portela construir um novo aeroporto por 36 mil milhões de euros corresponde a perder 20 milhões de passageiros durante os anos da construção.
A hipótese Portela+Montijo é a única solução que permite, em tempo útil, corresponder ao potencial crescimento de tráfego na Portela. E atira a capacidade de movimentação para 2035 .
Aos 36 mil milhões do custo do novo aeroporto há que acrescentar o custo dos acessos . E sempre foi claro que a proximidade do aeroporto da Portela à cidade é uma mais valia. As companhias aéreas já andam a dizer que não querem sair da Portela, mesmo as low cost , embora quem viaje nas low cost não espere desembarcar no centro da cidade.
Com o tráfego no aeroporto de Lisboa a crescer (6%) o dobro da UE até 2020, a "Portela + Montijo" "deverá permitir acomodar o crescimento de tráfego previsto pelo menos até 2050, desde que assegurado o alargamento e optimização da gestão do espaço aéreo, assim como uma abordagem eficaz à transferência das companhias low cost para o Montijo", afirma o relatório.