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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Há constitucionalidade nas 35 horas só para a Administração Pública ?

Nos hospitais os médicos e enfermeiros clamam por mais profissionais. As 35 horas vieram aprofundar o problema. Na verdade três turnos de 8 h/dia cobrem o dia ( 24 horas/dia) já as 7 horas/dia ( 21 horas/dia) deixam de fora 3 horas/dia que custam dinheiro .

A degradação dos serviços prestados é mais que evidente e o mau estar entre os trabalhadores tem eco nas greves que tantas cirurgias deixam por fazer e que tanto prejudicam os doentes.

E haver no mesmo país cargas horárias diferentes para trabalhadores públicos e privados não é inconstitucional ?

Só países, no mínimo 45% mais prósperos do que o nosso país, como a França, é que podem oferecer esse benefício a um grupo significativo dos seus trabalhadores”, defende a instituição, acrescentando que dos nove países mais desenvolvidos da OCDE, “só na Noruega existe este benefício”.

O Fórum adianta que países desenvolvidos como o Luxemburgo, a Irlanda, a Suíça, a Holanda, a Suécia e a Alemanha não praticam o horário das 35 horas semanais.

Foi pela mão do PCP e do BE que esta medida inconsciente e popularuxa foi aprovada lançando mais madeira para a fogueira.

A passagem para as 35 horas implica perdas que não foram suprimidas

A Saúde sofre com a centralização das decisões no ministério das finanças

Entretanto, o Ministério das Finanças, liderado por Mário Centeno, autorizou contratações para o sector, “mas essas contratações não limparam a perda de horários de trabalho, ou seja, a passagem para as 35 horas implica perdas que não conseguimos suprimir com as novas pessoas”.

O problema é que “dificilmente alguém que está no Ministério das Finanças percebe a lógica de funcionamento de um hospital porque tem uma lógica de uma repartição, em que existe um horário definido. Um hospital tem uma laboração contínua, ou seja, os doentes estão sempre a bater à porta”.

As 35 horas - um oportunismo que não olhou a meios para manter o poder

A despesa pública a aumentar e os serviços no SNS a degradarem-se.

No fundo, o facilitismo e a mediocridade que temos visto desde novembro de 2015. Primeiro era tudo fácil. Que as dificuldades só tinham começado em 2011 porque havia uns tipos maus que gostavam da “austeridade”. Ignorando que desde 2010 José Sócrates vinha conduzindo uma política de austeridade (os chamados “PEC2 e PE3”) para corrigir os erros da política económica até 2010.

O início do mandato deste governo foi assim pautado por um oportunismo que não olhou a meios para manter o poder. Tudo foi feito em 2016 para garantir que a “geringonça” se mantinha no poder. O ténue crescimento económico e a redução dos juros via BCE foram usados para manter o governo e garantir o poder a António Costa. Mesmo sabendo que essas decisões hipotecavam o futuro. Mesmo sabendo que na próxima recessão as Finanças Públicas não aguentarão esse embate. Mesmo sabendo que as decisões estavam a piorar todos os serviços do Estado. Não apenas a Saúde, mas também a educação, as infraestruturas, a Defesa, entre outras.

As 35 horas zangaram os portugueses

Incluindo aqueles que beneficiariam por trabalharem menos horas. Mas a situação nos serviços do estado mostra que rebentou o foguete nas mãos de todos.

A despesa pública, ao contrário do assegurado pelo governo e pelos partidos que o apoiam, cresceu em horas extraordinárias e em mais funcionários. Mesmo assim a qualidade do serviço prestado é de nível muito inferior ao que os portugueses estão habituados.

Bom, agora os portugueses estão todos naturalmente zangados. Os utentes dos serviços públicos, os trabalhadores estatais que continuam com horários de 40 horas, os trabalhadores com 35h que se forem dedicados (e muitíssimos são) acabam a trabalhar com mais stress e a sofrer mais queixas dos cidadãos que evidentemente consideram injustas e como regra serão.

Baixar de 40 para 35 horas, significa aumentar os salários bem mais de 12,5% de um dia para o outro. Ou, pelo menos, foi isso que pensaram os felizes beneficiados.

O que é fácil de explicar. Por mais que se dissesse o contrário, com a facilidade com que políticos mentem sem pestanejar, todos os funcionários públicos sabiam que como regra a única solução a curto prazo para não degradar os serviços eram as horas extraordinárias e só a médio prazo o aumento do número de funcionários.

As 35 horas nos hospitais públicos e as 40 horas nos hospitais privados

Há cada vez mais utentes na saúde privada. Até já há mais hospitais privados e com a implementação das 35 horas nos hospitais públicos o custo vai subir ( são precisos mais profissionais ), as listas de espera vão crescer e, naturalmente, haverá mais procura nos privados.

Depois queixam-se que a saúde não é um negócio sem perguntar nada aos doentes que esperam meses ou mesmo anos para serem operados.

O líder social-democrata diz que a medida de redução da carga horária semanal, que se aplica ao setor da saúde a partir de domingo, foi tomada “por necessidade político-partidária e não por estratégia de gestão da administração pública”.

O custo político da solução parlamentar encontrada é muito cara . Esta medida das 35 horas é uma exigência do PCP e do BE.

É assim que se degrada o Serviço Nacional de Saúde

Marques Mendes :

RUPTURA NOS HOSPITAIS?

  1.      Está a aproximar-se um Verão Quente na Saúde em Portugal. Dentro de poucas semanas podemos começar a ter um verdadeiro pandemónio nos nossos hospitais. Tudo porque no dia 1 de Julho entra em vigor o novo regime de 35 horas para enfermeiros e pessoal auxiliar dos hospitais. O que é que isto significa?
  •        Primeiro: que este pessoal vai trabalhar menos 5 horas por semana;
  •        Segundo: que isto obriga, em princípio, à contratação de mais dois ou três mil trabalhadores;
  •        Terceiro: que o Estado, ao que parece, não vai contratá-los, por falta de autorização das Finanças;
  •        Finalmente: que, assim sendo, haverá consequências – encerramento de serviços; diminuição do número de camas e de atendimentos hospitalares; degradação do funcionamento dos nossos hospitais.
  1.      Só há uma conclusão a tirar: leviandade do Governo – ou antes ou agora.

a)     Se o Governo tomou uma decisão e não mediu as consequências, é um Governo leviano – porque não fez estudos, não fez contas e não fez planeamento;

b)     Se o Governo mediu as consequências, fez contas e agora não cumpre, admitindo os novos trabalhadores que são necessários, então volta a ser leviano;

c)      Em qualquer caso, uma coisa é certa: quem paga a factura é o doente. O Governo enche a boca com a defesa do SNS, fica bem na fotografia porque reduziu o tempo de trabalho mas depois, no terreno, os hospitais rompem pelas costuras. É assim que se degrada o SNS.

 

 

Com 35 horas de trabalho hospitais vão ter que fechar serviços

Com a passagem às 35 horas os hospitais vão ter de fechar serviços. Sindicatos e Ordem calculam que seriam precisos em Julho mais de cinco mil novos enfermeiros e auxiliares, mas Finanças não autorizam contratação. Conjugação da redução dos horários de milhares e o início das férias vai provocar “o caos”.”

Então a produtividade não ia aumentar ? O "exijo" dos sindicatos . O "quero" do BE . Os "direitos" do PCP.

“Isto pode ser feito de uma semana para a outra, basta um despacho”, afirma Emanuel Boieiro, do SE. A solução tem um preço: um acréscimo remuneratório de 37% (cerca de 445 euros a mais por mês). “Queremos evitar o colapso que vai acontecer” se nada for feito, justifica o dirigente sindical, notando que esta "seria uma medida rápida e temporária”. Pelas contas do SE, bastaria contratar 700 novos enfermeiros e pôr cinco mil em horário acrescido.

Fácil e barato, não ?

A redução para as 35 horas está a ser paga pelos doentes

Bastonário da Ordem dos Médicos faz uma acusação evidente. O SNS reduziu as horas de trabalho dos profissionais de 40 horas para 35 horas mas quem está a pagar essa redução são os doentes. Não havia necessidade nenhuma . E o Bastonário está longe de alinhar pela oposição se não foi mesmo um dos que pressionou para que a medida se concretizasse.

Com a reposição das 35 horas, e faltando dinheiro para mais, ficam por renovar equipamentos, fica por incrementar o acesso à inovação, ficam por alargar horários nas unidades de saúde e não se contratam mais profissionais, defende o bastonário.

E, claro, a demagogia da extrema esquerda e o tacticismo do PS cai sobre os doentes, os mais fracos do sistema. Os que não têm voz  os que não fazem greves .É isto a extrema esquerda , pelo que dizem ninguém os leva presos mas quando se avalia o resultado das suas permanentes reivindicações, a bem da igualdade , a desigualdade cresce .

Quem não esteve de acordo com a redução do horário de trabalho é, evidentemente, um perigoso reaccionário.

As 35 horas e o desemprego oculto

... os cerca de 560 000 funcionários públicos passarão a fazer em 19 600 000 horas semanais o que antes faziam em 22 400 000 horas semanais. Por outras palavras:  o equivalente  a 70 000 dos 560 000 000 funcionários públicos portugueses encontravam-se desempregados.

A Teoria Económica chama-lhe " subdesemprego" ou " desemprego oculto".

Prof Daniel Bessa - Expresso

Guerras evitáveis em que o governo tem tudo a perder

A reposição das 35 horas colocou o governo sob observação permanente do Presidente da República e sob a ameaça que ao mais pequeno sinal de deslize a lei segue para o Tribunal Constitucional.

António Costa já veio dizer que leva o aviso muito a sério e mostra que percebeu que a fractura está exposta. E o tempo não corre a favor do governo atente-se nas previsões pessimistas de hoje do Banco de Portugal. Serão necessárias mais medidas para conter o défice mas o governo insiste em reverter medidas que continham a despesa. Aumento de impostos só não se sabe em quanto.

Na Educação, os colégios não desarmam e as manifestações de rua vão manter-se. Agora no Porto. Os colégios esperam a notificação do ministério para avançarem para os tribunais. Entretanto mantêm as matrículas nos anos em discussão. Lá para Setembro temos uma tempestade com os alunos inscritos nos colégios e as escolas estatais a meio gás, como sempre estiveram.

Alunos sem aulas e professores sem colocação é uma mistura explosiva, com as famílias a não terem tempo para planear as suas vidas. E as autárquicas tão próximas.

O PS já esteve antes no governo e nunca atacou os colégios com contratos em associação. É óbvio que está a pagar a factura do apoio do PC e do BE.