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as autoestradas da informação

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SÓCRATES NÃO FUGIU. PORQUÊ? - Prof Raul Iturra

José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa GCIH (Vilar de Maçada, Alijó, 6 de setembro de 1957) é um político português. A sua história é sobejamente conhecida, especialmente durante estas semanas mais recentes. Para quem não a conheça, a pode ler em http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_S%C3%B3crates
Originalmente, na sua juventude, fez parte dos jovens membros do Partido Social Democrata. Estudava em Coimbra Engenheiria e passou para o Partido Socialista, até ao dia de hoje. Governou Portugal como Primeiro-ministro entre o 3 de Março de 2005 até o 24 de Junho de 2011. Foi antecedido por Pedro Santana Lopes e sucedido por Pedro Passos Coelho do PSD em coligação com o partido Social Democrata presidido por Paulo Portas como Vive Primeiro-ministro.
Tenho estudado a sua historia, por demais interessante e comentado no jornal Correio de Manhã durante duas semanas.
Acabado o seu governo, passou a ser militante do PS, solicitou licença para aprofundar os seus estudos em Paris. Diz ter solicitado um empréstimo à Caixa Geral de Depósitos para solver os seus estudos em Paris, onde habitou uma casa mansão no bairro mais caro de Paris, que pagava com dinheiros transferidos pela sua mãe e dos seus trabalhos na empresa de engenharia criada por ele e sócios em Paris. Avultadas sumas de dinheiro eram transferidas pela sua mãe a sua conta de Paris para o seu sustento. Desde o ano do escândalo a Face oculta, começou a ser investigado. De ode vinha tanto dinheiro para a sua vida, pagar motorista e usar carros de marca para o seu transporte. A historia é pública e conhecida, só ver a TV e ler or jornais, sabemos de imediato que foi acusado de fraude ao fisco, branqueamento de capitais e corrupção durante o seu governo. Não há provas destes factos. O processo está na etapa de investigação pela justiça: um juiz inquisidor bem como a Procuradoria-Geral da República. Por temor a interrupções no julgamento inquisitório e destruição de provas, juiz inquisidor, Carlos Alexandre, determinou medida de coação que levaram, após de quatro dias de inquérito presencial, o arguido a prisão em Évora, uma prisão de segurança máxima inaugurada por ele em 2006. A história some e segue, como é possível ver em todos os meios de informação, até o cansaço.
Há o recurso de habeas corpus que manda que qualquer detido não pode permanecer em prisão mais de 48 horas sem ser visto por un juiz de instrução criminal.
Sócrates não teve que esperar. A sua chegada a Portugal estava anunciada para a sesta feira do 14 de Novembro, e apareceu. A sua chegada era esperada pela panóplia da média, como repórteres e televisão e um conjunto de guardas de segurança que o levaram de imediato perante o juiz -sesta, sábado domingo e segunda- o melhor Primeiro-ministro de Portugal foi caucionado para a pena de prisão enquanto a investigação continuava.
Mais nada se acrescenta sobre a história por ser tão conhecida. Entrou na prisão de Évora o dia 17 de Novembro as 3 da manhã. Sabemos que tem sido visitado por antigos Presidentes da República, governadoras civis de Évora, mulher, filhos e uma lista de visitas que ele próprio fabrica porque há os que não quer ver e também quer descansar e ler.
A minha questão neste pequeno texto, é apenas uma: porque se sabia o que lhe esperava, uma detenção, não fugiu para outro país? Penso eu que fugir era comprometer a sua honra e declarar culpa que, até agora, não tem sido provada. É verdade que há o computador Magalhães do Governo que apagou todo os dados sobre o engenheiro. É verdade também que desde Junho deste ano, como comentador da TV, tinha começado a aparecer acusações sobre a honestidade de comportamento como governante e ele tinha que se defender da forma habitual simpática de acusações não provadas, ou, simplesmente, inexistentes.
Passou ma semana em silêncio, até o dia de escrever uma carta enviada para o jornal o Público, em que acusa da humilhação que sofreu com o escândalo em que foi convertida a sua prisão. Acusa os médios de comunicação de perseguição.
O que pensará quando está só? No escândalo feito e em separar o PS do caso da sua pessoa. Ele continua PS, mas não quer envolver o partido, menos ainda o candidato a PM, em assuntos organizados contra a sua pessoa, que, entretanto, nada se tem provado, mas a pesquisa continua, sem nenhuma relação com os seus investigadores.
Lamento esta instância. Se culpado, apenas um julgamento em tribunal pode decidir. Existe a presunção de inocência de todo cidadão garantida pela Constituição, apelo no qual me acolho para não sentir mais essa cabala organizada contra ele para que os ambiciosos de poder possam agir impunemente, porque como diz a Dra. Leite de Vasconcelos, para o governo somos números e valor. Para Sócrates fomos sempre pessoa que nos defendera. Há uma permanente vigília na cadeia de alta segurança de Évora para Sócrates saber que o povo o acompanha.
Sócrates não fugiu por ser inocente, até prova em contrário passado por tribunal de julgamentos.
Raúl Iturra
28 de Novembro de 2014
lautaro@netcabo.pt