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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Setenta e oito regras para nos afastarem das praias

Um areal, o mar, sol e vento, tudo o que é necessário para não haver medo. Falta o comportamento das pessoas, das mesmas pessoas que se convidam para os espaços fechados dos restaurantes e dos transportes públicos. Há aqui alguma coisa que falha. Mas então as pessoas são capazes de serem responsáveis em pequenos espaços fechados e não são capazes em espaços abertos ?

É certamente mais perigoso participar nas conferências de imprensa diárias da DGS do que ir à praia, mesmo que apinhadas em Agosto. Graça Freitas e o secretário de Estado da Saúde não distam dois metros; não usam máscaras; estão em ambiente fechado. Pelo contrário, nas praias as pessoas estão ao ar livre; no mar o vírus não se transmite; o Sol e o bem-estar reforçam a imunidade; e os portugueses já deram provas de saber cumprir minimamente as regras de convivência social.

Está a dar-se uma privatização das praias, tornando-as muito menos democráticas e apenas ao alcance de quem tiver 15 ou 20 euros por cada 4 horas/pessoa, compradas x 7 dias por quatro metros quadrados na melhor das hipóteses. A profilaxia do enjaulamento como ideia de saúde pública vai ficar nos livros da História.

(Até os aviões, a partir de 1 de Junho, vão deixar de ser obrigados a ter cadeiras vazias. Só na praia é que estamos perto demais?)

Meteram-nos em casa e agora tiram-nos as praias. O bom povo sem um queixume assiste a tudo, talvez a falta de praia o faça dizer não. Há sempre alguém que diz não.

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