Ser mais parva que a Parvalorem
Na minha vida de gestor de empresas tive dezenas de reuniões com os auditores sobre estas questões . Os clientes duvidosos estão adequadamente cobertos ? E as perdas de matérias primas e outros materiais ?
O relatório da autoria depende de muita subjectividade .É, claro, que há matérias que pela sua natureza objectiva facilitam tomar decisões . E, há, evidentemente, regras e processos consagrados na técnica contabilística e fiscal. Nestas não há, ou há pouca margem para subjectividades.
Pelo que leio, os montantes devedores, estavam garantidos por terrenos onde se esperava construir e, assim, aumentar o seu valor. Velho como o mundo. Já agora, sabem que Portugal é um dos poucos países onde as mais valias assim obtidas são lucro do proprietário em vez de reverterem para o estado ? É por esta razão que há tanto nevoeiro à volta daqueles processos administrativos camarários que convertem terrenos agrícolas em terrenos para construção.
Mas voltando à Parvalorem, dizer que discutir a maior ou menor probabilidade de se receber no futuro uma dívida é "martelar as contas" só pode vir de quem não faz ideia nenhuma do que está a dizer.
A Catarina é perita no assunto.