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BandaLarga

as autoestradas da informação

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SEM DARMOS CONTA

Junto à porta do Pavilhão do Académico, no Porto, à hora designada para o comício de encerramento da campanha de Manuel Pizarro, juntaram-se professores em ruidosa manifestação, à espera de António Costa.

 

Quem resolveu o problema foi o presidente da concelhia do PS, o qual conseguiu que os manifestantes permanecessem, mas calados, a troco de, na próxima semana, serem recebidos pelo primeiro-ministro, o mesmo António Costa.

 

O primeiro-ministro decidiu receber os professores, não porque entendesse que as suas razões deveriam ser expostas e ponderadas, mas, apenas, para garantir que o comício do seu partido decorresse sem incidentes.

 

Os professores lá conseguiram uma audiência, não porque tivessem logrado convencer que as suas razões mereciam consideração, mas, apenas, porque puseram em causa interesses do partido do primeiro-ministro.

 

O presidente da Concelhia, que nem é membro do governo, borrifou-se na tutela e agiu em assunto da competência do ministro.

 

O ministro, provavelmente, estará em qualquer outro lugar a tratar dos interesses do partido e, seguramente, não se agastará por alguém estranho ao governo se ter intrometido na sua regedoria.

 

Tudo é público e noticiado. Tudo é encarado com a mais completa naturalidade.

 

Agora, que as coisas são tão manifestamente claras, não será tempo de transferir o conselho de ministros para o Largo do Rato?

 

Ao que chegámos, levados de mansinho, sem darmos conta!

 

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