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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Se António Costa fosse um político de horizontes largos

Livrava-se deste peso que o vai perseguir sempre. Derrubou o seu camarada Seguro e usurpou o governo a quem ganhou as eleições. Não olha a meios para atingir os fins. Não é de confiança e é olhado de soslaio. Mas se a ganância do poder não o cegasse e o medo de aparecer perante o partido de mãos a abanar, não o tolhesse, o caminho a percorrer podia ser conforme as regras democráticas e segundo o interesse do país.

Deixava que Passos Coelho visse aprovados o programa e o orçamento para 2016 e fixava um horizonte para depois das presidenciais. Paralelamente, concertava-se com PCP e BE na Assembleia da República e trabalhava num acordo consistente e credível de governo.

Com o país a funcionar e sem perder nada do que conseguiu obter, mas a ter que enfrentar muitos e variados problemas, tomava a iniciativa de uma moção de censura e derrubava o governo. Limpa a imagem e com a credibilidade reposta disputava eleições antecipadas com transparência. O PS, o PC e o BE estão aqui perante o eleitorado com este programa. Credível, estável e consistente. Isto é, com todas as condições para obter uma maioria absoluta.

Desta forma mudaria os cenários. Em vez de o seu governo estar no fio da navalha, nas mãos do PCP e do BE, seria a coligação PSD/CDS que se veria afastada por largos anos da governação . Era só preciso competência.

Não é este o caminho que está a seguir. Aproveita-se das circunstâncias de Belém estar de mãos atadas e forma um governo de derrotados. Lá para Junho, com a despesa pública a aumentar e as taxas de juro a crescer o presidente da república em exercício terá que baralhar e dar de novo por forma a dar consistência à vida politica nacional. E, já agora, para atenuar os avisos crescentes que virão de Bruxelas.

António Costa, com a visão de curto prazo que está a ter, corre o risco bem real de colocar a coligação PSD/CDS por largos anos na governação.

 

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