Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Sabe-se o que fazer mas é preciso fazer - crescimento económico e redução da dívida

Sem crescimento económico sustentável não há redução da dívida e sem redução sustentável da dívida não há crescimento económico. Este é que é o problema que precisa de ser resolvido. Tudo o mais é retórica .

Neste policy paper, procurámos desmistificar a ideia que é possível reestruturar a dívida, com “hair-cuts”, sem que isso tenha qualquer custo ou impacto na economia nacional. Essa ideia não faz sentido nenhum. É preciso dizer duas coisas: não há uma “solução milagrosa” (uma “silver bullet”) que nos resolva o problema de um dia para o outro. Mas também que qualquer solução mais “radical” tem custos muitos elevados, muito superiores aos benefícios.

A combinação de saldos primários com excedente em torno dos 3% PIB – ou mesmo em torno dos 2% já obtidos este ano, se as taxas de juro se mantiverem numa média em torno dos 3% (o que permitiria cumprir a regra orçamental Europeia de um saldo estrutural em torno de -0.25%) – e taxas de crescimento nominais acima dos 3%/ano (obtido este ano), permitiria reduzir a dívida pública a um ritmo razoável, e no espaço de 10-15 anos, trazê-la para valores significativamente abaixo dos 100% PIB.

É só isto. As supostas propostas de restruturação da dívida apresentada pelas esquerdas, não por acaso, jazem no fundo de uma qualquer gaveta .

divida-publica-do-pib-01.png