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Religião, Economia e Manifesto Comunista. As pretensões da família Marx-4

 Parte 3

Tenho usado a definição de Marx e Engels, escrita por Jenny Marx. Segundo Karl Marx e vários outros pensadores como Ricardo e Proudhon, a luta de classes seria a força motriz por trás das grandes revoluções na história. Ela teria começado com a criação da propriedade privada dos meios de produção. A partir daí, a sociedade passou a ser dividida entre proprietários (burguesia) e trabalhadores (proletariado),ou seja, possuidores dos meios de produção e possuidores unicamente de sua força de trabalho. Na sociedade capitalista a burguesia se apodera da mercadoria produzida pela classe do proletariado, e ao produtor dessa mercadoria sobra apenas um salário que é pago de acordo apenas com o valor necessário para a sobrevivência desse. Os trabalhadores são forçados a vender seu trabalho por uma fração mísera do real valor da mercadoria que produzem, enquanto os proprietários se apoderam do restante. Outra característica importante do capitalismo é o conceito criado por Karl Marx da mais-valia. A mais-valia é a percentagem a mais que os capitalistas retiram da classe proletária. Importância que pode ser atingida, por exemplo, aumentando o tempo de trabalho dos operários e mantendo o salário. A luta de classes, segundo Karl Marx, só acabará com a implantação do regime comunista, onde esse conflito não terá como existir pois não existirão mais classes sociais. Até os tempos atuais o comunismo ainda não foi posto em prática em nenhuma região do mundo, apesar do socialismo, que seria como uma fase de transição do capitalismo para o comunismo, já ter reinado em diversos países. A proposta mais radical é abolição do Estado e sua reorganização descentralizada em moldes federativosanarquistas.

Apesar de toda a história da humanidade, segundo Karl Marx, ter sido a história da luta de classes, a sociedade original não possuía divisões sociais. Isso devia-se ao facto de que, nesse estágio das forças produtivas sociais, não havia praticamente excedente. Todos os membros da sociedade eram por isso obrigados a participar do processo produtivo, de modo que era impossível a formação de uma hierarquia que diferenciasse as pessoas dessa sociedade. Uma das primeiras formas de hierarquização dos membros foi a divisão homem/mulher, quando os homens começaram a explorar as mulheres. A luta de classes origina-se, no entanto, no momento em que a sociedade passa a ser composta de diferentes castas.

A divisão social em classes foi possibilitada quando as forças produtivas atingiram um certo nível de financiamento, onde o excedente já promovia maior segurança à sociedade em relação às suas necessidades. Parágrafo que é a minha síntese do texto que define a hierarquia social em classes e a luta entre elas. Fonte: O Manifesto Comunista. Pode ser lido em: http://www.dorl.pcp.pt/images/classicos/manifesto%20ed%20avante%2097.pdf

 Editado de acordo com a Edição da Editorial “Avante!” de 1997 com Tradução de José Barata Moura

[14]Klemens Wenzel Lothar Nepomuk von Metternich, príncipe de Metternich- Winneburg- Beilstein, (Coblença, 15 de maio de 1773Viena, 11 de junho de 1859) foi um diplomata e estadista do Império Austríaco.

Após a queda de Napoleão, apoiou vigorosamente a restauração da dinastia dos Bourbon em França, e foi um dos mais distintos apoiantes da reconquista absolutista em Portugal, por D. Miguel, opondo-se vivamente ao governo liberalista, após o retorno deste ao poder português. Presidiu o Congresso de Viena, tendo influenciado profundamente as decisões tomadas neste.

[15]François Pierre Guillaume Guizot (n. 4 de Outubro de 1787, Nîmes – f. 12 de Setembro de 1874 ) foi um político francês. Ocupou o cargo de primeiro-ministro da França, entre 19 de Setembro de 1847 a 23 de Fevereiro de 1848. Se Guizot é referido no Manifesto, deve-se a coincidência de datas entre a redação do Manifesto e a chefia da burguesia pelo Primeiro-ministro da França, que era Guizot.

[16] É, de facto, o começo de um texto com ataque violento, como comenta no seu texto O Manifesto Comunista e O Pensamento Histórico, Virgínia Fontes, Professora da Universidade Federal Fluminense, Niterói, R J, Brasil. Artigo publicado em coletânea organizada por Daniel Aarão Reis Fº, Rio, Editora Contraponto, 1997, que diz, entre outras ideias: O Manifesto Comunista se inicia por uma provocação política, breve porém incisiva — um fantasma ronda a Europa: o fantasma do comunismo — e apresenta as conceições, objetivos e tendências dos comunistas. Antes, porém, de apresentá-las, de definir alianças ou projetos políticos, o primeiro capítulo é dedicado à explanação sobre o processo histórico no qual se constituem tanto os burgueses como os proletários. Texto completo em: http://resistir.info/marx/manifesto_vfontes.html. Em francês, em:http://www.u-paris10.fr/ActuelMarx/indexm.htm., Aobra toda, em: http://resistir.info

[17] Convenção pela qual o dono de um prédio transfere para outrem o seu domínio útil em troca de um foro.

[18] Factos estudados por mim e Blanca Iturra, que tem como resultado o livro de (2007) 2009: Yo, Maria del Totoral, editado pela Universidade Autónoma do Chile, sede de Talca.

[19] Ato ou efeito de usufruir ou de gozar os frutos ou rendimentos de alguma coisa que pertence a outrem.

[20] Os mais importantes, são o de 1980: Strategies in the domestic organization of production in rural Galicia, em Cambridge Anthropology, vol.6, nºs 1 e 2, Cambridge University Press; 1989: La reproduction hors mariage (1862-1983), Études Rurales Nº 113-114, Janvier – Juin, Collège de France; 1992: Changement et Continuité: la paysannerie en transition dans une paroisse Galicien, CUP, Maison de Sciences de l’Homme Paris; 1988: Antropologia Económica de la Galícia Rural, editado pela Xunta de Galícia Publicações, Santiago de Compostela, texto no qual defino todas as relações diferentes do ser humano com a terra e os seus produtos, para tornar a definir 25 anos depois, comentado em: http://baleirasensaios.blogspot.com/2006/03/antropologia-econmica-ddiva-emprstimo.htm l O resultado foi o livro de 1998, Editado pela Profedições, Porto: Como era quando não era o que sou. O crescimento das crianças, texto no qual estudo a relação com a terra desde o Século XV, no mesmo sítio, a Paroquia de Vilatuxe na Galiza, Província de Pontevedra, Concelho de Lalín. Conceitos estudados outra vez por mim, na Freguesia de Vila Ruiva, Concelho de Nelas, Província da Beira Alta, comentado em: http://www.si.ips.pt/ese_si/noticias_geral.ver_noticia?p_nr=5531 Textos todos comentados no decorrer deste livro. Comentados outra vez nesta secção deste livro, para sustentar os meus argumentos e avaliação sobre o Manifesto Comunista.

[21] Apesar de ter sido elaborado em 1847 em Paris por Marx sobre a base do texto referido de Engels, O Manifesto Comunista foi reescrito e redigido por Jenny Marx, pouco antes de estalar na França a revolução de 1848, porque os cientistas não são literatos. Ela, sim, não era cientista e teve uma formação para a Corte do Reino da Prússia. Foi escrito e publicado em alemão em Londres; a Liga Comunista teve a ideia de organizar um Manifesto para o seu grupo, organização baseada na Alemanha, com ramificações em outros países, como na França, especialmente em Marselha. Seu chamado aos trabalhadores de todos os países para que se unissem era completamente internacional; os alemães que o aprovaram eram operários de mentalidade internacional, que viveram desterrados de sua própria nação e tomaram parte nos movimentos operários dos países em que temporariamente residiram, sobretudo da França. Acreditavam que era sua missão substituir os franceses como líderes doutrinários do proletariado mundial, ou pelo menos isso acreditava Marx e eles o aceitaram.

[22] Página 7 do texto citado, que pode ser lido em: http://ateus.net/ebooks/geral/marx_manifesto_comunista.pdf

[23] Página 10 do Manifesto Comunista, da versão citada em pdf

[24] Um partido comunista é aquele que segue os ideais defendidos pelos filósofos alemães Karl Marx e Friedrich Engels na obra O Manifesto do Partido Comunista, de 1848. Ao longo da história, em quase todos os países do mundo, existiram e existem partidos comunistas. A expressão pode se referir a diversos contextos, a diversas linhas ideológicas. O conceito advém da palavra francesa communiste. A sua definição é: sistema político, económico e social que tende para a supressão da luta de classes pela colectivização dos meios de produção. O conceito é definido por Jules Guedes, no seu texto de 14 de Maio de 1882, no jornal bovesiano L’Egalité, texto intitulado: Une formule pretendi communiste: L’Egalité, que começa por dizer: Le vieux cliché – prétendu communiste – ” de chacun selon ses forces, à chacun selon ses besoins ” tend à redevenir à la mode. En vain un de ses pères, M. Louis Blanc, l’a compromis dans les fusillades de Juin 48 et les mitraillades de Mai 71. Des socialistes du Parti ouvrier, sans que l’on puisse s’expliquer comment et pourquoi, l’ont repris à leur compte et l’opposent comme un pas en avant à la formule collectiviste :  De chacun selon les nécessités de la production, à chacun selon son temps de travail.  Crónica do jornal citado, baixado da Bibliothèque National de Paris. Em português seria: O antigo cliché – pretensamente comunista – “de cada um conforma à sua forças, para cada um conforme as suas necessidades, torna a estar na moda. Em vão um dos seus pais, Louis Blanc, tem tentado introduzir o conceito após os fuzilamentos de Junho de 1848 e dos metralhados de Maio de 1871. Os socialistas do Partido Obreiro, sem lhes explicar o como e o porque, o converteram pela sua conta como um passo mais avançado da fórmula colectivista: de cada um conforme as suas necessidades de produção, para cada um conforme o seu tempo de trabalho. Texto completo em http://fr.wikisource.org/wiki/Une_formule_pr%C3%A9tendue_communiste  Referencias em todas as entradas Internet da página web: http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&q=Biblioth%C3%A9que+National+de+Paris++Journal+L%27Egalit%C3%A9&btnG=Pesquisar&meta=

[25] Sistema governamental que favorece as sinecuras ou emprego remunerado, de pouco ou nenhum trabalho

[26]Indústria é toda atividade humana que, através do trabalho, transforma matéria-prima em outros produtos, que em seguida podem ser, ou não, comercializados. De acordo com a tecnologia empregada na produção e a quantidade de capital necessária, a atividade industrial pode ser artesanal, manufatureira ou fabril.