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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Regenerar a indústria portuguesa com dinheiro europeu

Segundo a verdade oficial andamos a viver à conta do Turismo mas a realidade é outra, senão, lei-a :

A indústria portuguesa vale 12% do PIB e gera cerca de 1,4 milhões de empregos, o que representa quase um terço da população ativa. O alojamento e a restauração, somados, representam cerca de 8% do PIB e dão emprego a pouco mais de 320 mil portugueses. Imagine-se o que será se a indústria nacional não sobreviver aos impactos da covid-19.

É estratégico alocar dinheiro e injetar ambição na indústria nacional, que guarda a experiência de saber fazer o que a Europa deslocalizou há muito. Há dinheiro comunitário, finalmente. Merkel e Macron acordaram há dias libertar 500 mil milhões também para reforçar a resiliência industrial da Europa. Há instrumentos em Portugal – o Governo nem precisa de dar trabalho aos legisladores, está quase tudo feito. Há capital privado nacional no “private equity”, como o nome indica (em português, dizer capital de risco engana – é capital, ou equity de privados, que investem, arriscam, para regenerar empresas). Basta dar gás a estes privados, portanto, e um mandato claro: investir lado a lado na regeneração da indústria nacional, preservando o saber-fazer. Portugal, querendo, pode estar no coração do movimento de reindustrialização europeia. Simples demais? É sempre assim com os conceitos que funcionam.