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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Que se calem para sempre

A trajectória da dívida é mais que conhecida, analisada e explicada. E é a que está aí em baixo. Se continuarmos a fazer leituras erradas da realidade depressa voltaremos à voragem das contas públicas. E quem ganha com isso são os bancos, as construtoras, os consultores, os gabinetes de advogados.A obra pública é precária por natureza o que explica as autoestradas desnecessárias, os estádios desertos e as rotundas ridículas. Acaba a obra acaba o emprego. Fica a dívida para pagar. A subida súbita até 1995, chegando aos 60% do PIB explica-se pela parte nacional dos investimentos realizados à conta dos subsídios europeus.(25% nacional, 75% europeu). À dívida em 2010 há que acrescentar os déficites das empresas públicas que foram puxadas para dentro do circulo da dívida o que dá os 127% actuais. O empréstimo da Troika serviu para manter o país a funcionar. Mal, mas a funcionar. 

PS: a trajectória anterior a 1975, ( 20% do PIB) dá ideia da dimensão da miséria que grassava no país. E não esquecer que grande parte da riqueza era orientada para a guerra colonial.