Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Pensa-se em tudo menos no bem-estar dos alunos

A discussão à volta dos contratos de associação mostra que o interesse dos alunos não está no centro das preocupações do sistema de ensino. Discute-se o custo, a propriedade das escolas mas não a sua qualidade, que é o que verdadeiramente interessa aos alunos.

Há muito que defendo que para os alunos e suas famílias não há escolas públicas e escolas privadas, há escolas boas e más. Seja no público seja no privado. Há que fechar as más escolas seja no público seja no privado. Só assim se protegem os alunos.

O presente sistema dá este resultado que não me canso de escrever : boas escolas privadas cheias de alunos ricos; boas escolas públicas cheias de alunos remediaddos; más escolas públicas cheias de alunos pobres sem qualquer oportunidade de chegarem a uma boa escola. E não se diga que é preciso investir na escola pública para resolver este problema. Não é, aqui no meu bairro, as más escolas já eram más quando para aqui vim há quarenta anos.

No curto prazo, que se resolva a situação dos contratos de associação com a devida moderação: em caso de duplicação de oferta entre uma escola pública do Estado e um contrato de associação, que se evitem as precipitações e se preserve a escola que melhor responde às necessidades dos alunos – seja esta estatal ou privada. E, no longo prazo, que se procure discutir como introduzir liberdade de escolha no sistema educativo, ao serviço dos alunos, em particular dos alunos mais desfavorecidos e em risco de insucesso escolar. Porque esses precisam mesmo de liberdade para escolher: ao contrário de outros que podem pagar, sem o apoio do Estado esses alunos não poderão optar por uma escola ou projecto educativo que melhor responda às suas necessidades. Estão, por fatalismo da sua condição social, excluídos das oportunidades que outros têm. E essa injustiça tem de acabar.