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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os protestos de Hong Kong e o Covid-19 abriram-me os olhos

A China com o seu modelo de governação "Estado autoritário/ economia liberal" está a pôr em causa as democracias liberais. Convém não esquecer que na China não há liberdade.

A China está a usar a abertura e o pluralismo das democracias para as subverter. Estabelece alianças com grupos sociais chineses no exterior e com indivíduos proeminentes, enquanto vai também, ao mesmo tempo, gerindo informações, promovendo propaganda e envolvendo-se em espionagem. Ex-altos funcionários dos governos do Reino Unido, de França, da Alemanha, da Austrália e de Portugal têm vindo a ocupar cargos lucrativos com interesses chineses depois de deixarem as suas funções governamentais.

O poder duro refere-se ao recurso regular da China à desinformação, ao equívoco, à coação, ao suborno e à influência penetrante em instituições políticas e civis das sociedades abertas com o intuito de tentar moldar o discurso sobre a China.

A Covid-19 é um exemplo de como a China se tornou boa a “reinterpretar” a realidade. É irónico como a China foi o local onde (não convém esquecermos) a Covid-19 surgiu pela primeira vez e onde as autoridades inicialmente ocultaram o problema do mundo, sem dúvida piorando as coisas. Desde então, a China tem tentado alterar o discurso e tornar-se o “salvador” da humanidade, fornecendo ao Ocidente testes (muitas vezes defeituosos), máscaras faciais e ventiladores. Numa altura em que a China tem muito a explicar, nós vergonhosamente compramos essa retórica.

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