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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os partidos não são donos do Palácio de Belém

O Presidente da República não tem que ser membro de um qualquer partido. Não está escrito em lado nenhum e que se saiba também não é por herança divina. O independente Nobre teve 14% dos votos com todos os partidos contra.

O Presidente que ficou como reserva ética da nação é Ramalho Eanes, um independente.

O que é estranho neste processo é que o PS não tenha conseguido convencer António Guterres e António Vitorino e que seja mais fácil apoiar um independente. A ideia que passa é que o PS se colou a Sampaio da Nóvoa.

Na área do PSD e CDS, Santana Lopes, sabendo que há vários interessados tenta desalojá-los da toca em que se refugiaram. Conforme o que vier a acontecer ele próprio tomará a decisão.

Mas o factor preponderante serão as legislativas. Quem ganhar as legislativas perderá as presidenciais. Não creio que os eleitores, em tempos conturbados, metam os ovos todos no mesmo cesto. A ideia predominante é a mesma que impede a maioria absoluta a um qualquer partido.

A maioria dos eleitores está hoje mais convencida do que nunca que há mudanças a nível político que são obrigatórias e que, sem essas mudanças, o país não sairá da situação dificil em que se encontra. Mas para isso é necessário que os partidos se vejam na obrigação de se entenderem.

O primeiro passo é distribuir o poder por vários partidos.