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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os "medicamentos - milagre" chegam sempre ao doente

O verdadeiro problema é se há ou não o medicamento. Se não houver não há sequer margem para discussão do preço. Por isso a primeira prioridade é assegurar que as condições que levaram a indústria farmacêutica a produzir o medicamento se mantenham. E, nessas condições, a financeira é fundamental porque é essa condição que permitiu juntar todas as outras .

É, claro, que um medicamento inovador tem que ser caro. Anos de investigação, milhões em investimento em novos equipamentos, desenvolvimento de novas tecnologias. E, também é claro, que chega primeiro a uns que a outros. Mas chega, se não existir é que não chega a ninguém.

Todos os medicamentos hoje conhecidos foram, no seu tempo, "medicamentos-milagre". O meu pai dizia-me que nos anos 40 as crianças no verão morriam como tordos. Sem água tratada, sem saneamento básico, as "febres" matavam a eito, só as forças da natureza se safavam. Mas a penicilina quando foi descoberta era pouca para chegar à frente de batalha onde os soldados morriam de infecções. Hoje há antibióticos para combater todas as infecções e chega a toda a gente.

Há meia dúzia de anos chegou o medicamento que cura a hepatite C. Em Portugal, onde chegou tarde, já há 14 mil pessoas curadas. Muito caro mas mais barato do que estar a tratar esses doentes durante 20 anos de uma doença que, com sorte, se mantinha crónica.

No cancro também estão a chegar medicamentos inovadores que abrem a esperança de a doença ser controlada e curada numa percentagem cada vez maior de doentes.

E está a chegar o "medicamento-milagre" para todas as Matildes de Portugal.

Que a ideologia não mate a esperança de milhões de doentes limitando a indústria farmacêutica na produção destes "medicamentos-milagre" .

 

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