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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os donos do Montepio


 







Montepio, 2017. Vieira da Silva, então ministro da Segurança Social e supervisor da Associação Montepio, Tomas Correia, padre Melícias, os “donos do Montepio”. Este trio, inventou 800 milhões de euros nas contas de resultados da Montepio (Associação, accionista única do banco com o mesmo nome) para tapar resultados e um desonesto esquema piramidal, digno de Madoff. O inventanço, sustentado em milhares de milhões de euros de supostos lucros futuros, estava alicerçado nos “Activos por Impostos Diferidos”...



Montepio, 2020. Os cerca de 600 mil associados da Montepio confiaram nas mãos da dupla Correia - Melícias mais de 4 mil milhões de euros em poupanças. Aquilo, agora, está falido, reduzido a cinzas e milhares de previdentes aforradores já fugiram “daquilo”. Em 2018 e 19 os “malícias” esmifraram-se para que as novas entradas de sócios (e dinheiro) compensassem as saídas - o tal esquema de Ponzi.

No final de cada ano, o que faziam? Os meliantes, tratavam de dar valor ao pobre banco, igual ao do BCP ou BPI (!)... e assim, sempre podiam dizer que os activos (o valor do banco) eram superiores aos passivos (as poupanças dos associados). Ou sejam, mais uma vez... inventaram dinheiro.

Costa e Marcelo a verem a coisada do velho amigo e confessor Melícias como viram as armas de Tancos... Com olhares cumplíces e distraídos.



Agora, o estouro está por meses. O sempre moribundo Banco, com créditos a sectores mais desgastados com a pandemia, necessita de ser, com urgência, capitalizado, mas o accionista (único) - a Associação - está falida. A qualidade dos créditos afoga os capitais próprios de base e... já não há muito por onde aldrabar.

Sim, aldrabar. Foi o que fizeram até agora.



Solução? O Montepio, banco, não pode ser “resolvido” como foi o BES em 2014. É, materialmente, impossível.

Restam duas opções: ou é incorporado na CGD ou, segunda opção, é nacionalizado. O recurso à Caixa, implica o desbaratar do aumento de capital (2017) realizado pelo Estado no banco público. A nacionalização, obriga a consumir milhões aos contribuintes...

E a Associação Montepio? Será necessário a injecção de, pelo menos, 4 mil mil milhões de euros... e passar a gestão à Santa Casa.



Foi Centeno, enquanto ministro, que recusou salvar, a tempo, o Montepio. Há cartas e documentos, do próprio Banco de Portugal, que comprovam que o agora Governador do Banco de Portugal sabia das aldrabices, impediu soluções e colaborou na fabricação de contabilidade criativa na banca e do esquema de Ponzi.

Crime, portanto. O Ministério Público que “apure”.



PS. Os aforradores da Associação Montepio não têm direito ao Fundo de Garantia de Depósitos. Perdem tudo, caso os contribuintes não reponham a massa...

Já no banco, a garantia funciona, mas com limites...






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