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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os doentes e as farmacêuticas estão em campos opostos?

Uma pergunta a que não encontro resposta. Por um lado, sem os custos elevadíssimos da investigação não é possível a descoberta de novos medicamentos. Por outro lado como fazer chegar estes novos medicamentos a todos os doentes ? Financeiramente torna-se insustentável para os sistemas de saúde. E ter o medicamento que cura e deixar morrer o doente também não é solução. Serem os estados a investir nacionalizando a indústria é uma perigosa tentação. A burocracia estatal é inimiga da inovação, da iniciativa individual,  da capacidade de  investigação.

Um novo medicamento cura 95% dos casos de cancro do fígado e uma nova geração de medicamentos que actuam estimulando o sistema imunitário, mostram-se capazes de travar os cancros da pele e do pulmão já em estados avançados.

Os doentes querem ter acesso a estes medicamentos mas os accionistas das farmacêuticas querem o seu dinheiro remunerado. Que fazer ? Para já as grandes empresas farmacêuticas andam às compras ou reforçam o outsourcing, junto de pequenas e médias empresas inovadores que chegam primeiro e com menos custos aos novos princípios activos.

Fazer chegar a um número cada vez maior de doentes os medicamentos baixa os custos unitários mas aumenta o montante global a pagar. Como tornar esta equação possível vai exigir muito talento e muita capacidade de negociação. E irá contribuir para encontrar soluções para problemas sociais que actualmente se nos apresentam como contraditórios se não mesmo insolúveis. O mundo tem futuro em liberdade!

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