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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O valor da imagem na SIDA e no tabaco

Há 30 anos ( à volta disso) apareceu uma terrível doença desconhecida. Matava rapidamente famosos e não famosos. Quando se descobriu o meio de infecção usou-se a imagem ( entre outras formas) para prevenir. A camisinha foi uma das primeiras advertências. Faz sexo mas com a camisinha.

Lembro-me que na televisão passava um filmezinho que era quase romântico. Um carocha abanava perto de uma praia à noite. Lá dentro dois jovens faziam sexo. Um polícia pachorrento aproximava-se do carro e perguntava " então a camisinha?". Não assustava ninguém.

Quando a doença alastrava por todo o mundo os decisores, perante a tragédia, começaram a tomar medidas a sério. Já na altura em que os doentes tomavam os rectrovirus ( um cocktail de 20 comprimidos por dia) que lhes prolongava a vida mas os deixava em estado medonho. Começou-se então a mostrar em que estado ficavam os doentes terminais.

A primeira imagem de que me lembro era de um doente no leito de morte rodeado pela família. Um soco no estômago. Foi o virar de página. Metia medo.

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                                                                    Sida - benetton

Estamos agora a seguir o mesmo caminho para alertar as pessoas para os desastres causados pelo fumar já que as palavras não chegam. E as imagens assustam mesmo.

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 Mas pelo exemplo que tenho aqui na rua em que um operado à garganta ( fumador de três maços/dia) já voltou a fumar o mesmo, leva-me a estar pessimista. Mas já vale a pena se um só que seja deixe de fumar.

Pelo meio discutiu-se a politica da Igreja em relação a África onde morriam milhões de pessoas. A imagem que ainda hoje perdura era (é) chocante.

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