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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O terrorismo está a ser derrotado

mas “o terrorismo tornou-se, talvez impercetivelmente, o centro da nossa vida em sociedade”, escreve o Henrique Monteiro, num texto que com a pergunta que desconcerta: “Como combater o terrorismo sem lhe dar importância?”.

“A overdose de diretos sem informação, a que se junta o ruído das redes sociais, de cada vez que há um atentado na Europa ou nos EUA, tira-nos a perspetiva”, escreve o Daniel Oliveira. “O papel dos que contribuem para uma análise um pouco mais enquadrada é olhar mais de cima, com algum distanciamento emocional”. E, prossegue, “se olharmos com algum distanciamento, não podemos deixar de concluir que o terrorismo está a ser derrotado”. Porque os ataques têm, cada vez menos capacidade logística, envolvem menos pessoas, são mais isolados. “O que cada ataque atentado solitário nos diz é o desespero dos derrotados, cada vez com menos espaço de manobra, cada vez com menos apoio o terreno, na Europa e no terreno. Cada morte tem de ser chorada. Mas não devemos perder a perspetiva”.

A frequência dos ataques terroristas pode, pois, desconvocar os cidadãos de outros países para a banalização, para a brevidade da leitura do noticiário. Mas a maturidade da análise perante o enfraquecimento do Daesh no Médio Oriente sugere que a ameaça não está hoje descontrolada.