O rapto da menina inglesa no Algarve
Vale a pena lermos o acordão do Supremo que isenta da culpa de difamação o ex-inspector Gonçalo Amaral que chefiou a equipa que investigou o alegado rapto.
“É certo que o inquérito criminal acabou por ser arquivado, em virtude de nenhum dos indícios que levaram à constituição dos recorrentes como arguidos ter obtido confirmação. No entanto, mesmo no despacho de arquivamento são suscitadas sérias reservas quanto à verosimilhança da alegação de que Madeleine fora raptada”. Os juízes acrescentam ainda que, sobre a presunção de inocência invocada pelos pais, não se deve dizer “que os recorrentes foram inocentados por via do despacho de arquivamento do processo-crime. Tal arquivamento foi determinado por não ter sido possível obter indícios suficientes da prática de crimes. Não parece aceitável que se considere que o referido despacho, fundado na insuficiência de indícios, deva ser equiparado à comprovação de inocentação”, concluem os juízes-conselheiros.
Para mim é um mistério indecifrável e o que sobra é tão terrível que é uma agonia pensar que seja possível . Mas a Justiça ficou longe de estar convencida.
