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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O que se passou no BCP é tão mau como o que se passou no BPN

O voto de vencida de uma juíza no acórdão do tribunal que julga os administradores do BCP devia levar todo um país a erguer-se. Basicamente, o que foi dito e aceite por aquele tribunal é que as operações em off shores no montante de 600 milhões de euros para comprar acções do próprio banco não eram do conhecimento dos administradores. Todos eles tinham absoluta confiança nos seus subordinados que, por sua vez, dizem que receberam  e executaram ordens superiores. Entre os subordinados estava o actual governador do Banco de Portugal Carlos Costa que se defende dizendo que nada sabia sobre o assunto. A sua responsabilidade era controlar "o volume total de crédito" e não as contas individuais. Ninguém sabe de nada, ninguém viu nada, ninguém é responsável de nada. E o silêncio que caiu sobre o que foi afirmado em tribunal é extraordinário. E que Carlos Costa não seja chamado a esclarecer, sendo o presente governador do Banco de Portugal e o responsável máximo pela supervisão comportamental e prudencial das instituições de crédito, é a machadada final na credibilidade do estado. Julgam eles que os cidadãos são um grupelho de atrasados mentais?

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