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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O poder do BES com pés de barro

Não havia governo sem um seu representante. Na AR sempre teve vários. O homem mais poderoso de Portugal. Mais poderoso que presidentes e primeiros ministros. Estava em todas as manigâncias que vinham a público. E em todos os negócos com o estado e em todas as empresas públicas onde se ganham dividendos e vencimentos milionários. À custa dos nossos impostos. Rendas fixas. Nas maiores empresas públicas era accionista, administrador, primeiro banco, primeiro segurador, primeiro consultor através das suas centenas de empresas. A ganhar em todos os tabuleiros.

Até que vieram uns malvados "neoliberais" que obrigaram o estado a cumprir, a vender as empresas públicas de rendas fixas, impuseram a regulação e o cumprimento das leis. Ainda vieram uns milhões das off shores a pagar 7% de imposto quando todos os outros que cumprem pagam 30%. E o estado que não via nada começou a ver. Dívida no montante de milhões escondida. Prejuízos nas empresas públicas de milhões. Descobriram as PPPs e as Swaps. E os bancos sem cheta mas a apresentar milhões de lucro todos os anos. Dizem que falharam as medidas prudenciais. Cá para mim é mais para o demencial...

A comunicação social apressa-se a dar-lhes a primeira página não vá os pobres que tudo pagam, julgarem que estamos metidos nalgum pântano. E os malvados "neoliberais" só se vão embora avisando que o próprio estado tem que cumprir as regras. Que não pode haver leis para a maioria  que não se aplicam a uns tantos. Tudo feito sob a capa do estado metido no pântano" até ao pescoço. Mas há quem goste que seja assim. Um estado gordo e no mínimo cúmplice. Os malvados "neoliberais" vieram cá estragar o "arranjinho". Viram, em três anos, "os "pés de barro" dos poderosos que o estado e as suas instituições, servidas por gente muito solidária, não viu em quarenta.