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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Estado mete-se em tudo mas não sabe de nada

Há fogos e mortos, a ala pediátrica do São João envergonha-nos, há Tancos, os comboios estão parados mas o estado não sabe de nada como muito bem diz o nosso primeiro ministro, assoberbado como anda a explicar à mole imensa a felicidade que distribui pelo povo.

"Uma coisa é haver uma circunstância em que tudo correu mal e houve uma tragédia, o que acontece em qualquer parte do mundo e em qualquer organização.

Outra coisa é o que hoje sabemos que acontece em Portugal: mesmo quando as coisas correm como seria de esperar, nada nos livra do risco de uma tragédia, porque o que esperamos deste Estado é que se concentre nas festas do concelho, que seja accionista de uma companhia aérea, dono de uma televisão, promova feiras tecnológicas e, mesmo dizendo que não, no fundo estamos dispostos a aceitar que as sarjetas não funcionem, que os equipamentos hospitalares não tenham manutenção, que a GNR não tenha combustível, para que possamos brilhar numa final de um campeonato de futebol.

Diz-se do trabalho da dona de casa que não brilha e nós gostamos tanto do brilho que estamos dispostos a fingir que não sabemos que a casa está no estado em que está."

O Estado nas mãos de António Costa é uma farsa. O irmão do primeiro ministro escreve um texto no Expresso onde afirma que passou centenas de vezes naquela estrada e que sempre se escandalizou com o perigo que a situação representava para os cidadãos que a utilizavam. Mas o irmão - que é primeiro ministro - nunca ouviu falar de tal coisa.

Mente-me António que eu acredito.

 

 

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