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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Estado fica com o nosso dinheiro e devolve -o em ano de eleições

O Estado mensalmente retém o IRS bem acima do que teremos que pagar e depois acerta em 2019 ano de eleições. É dinheiro emprestado ao Estado sem juros e mostra as tremendas dificuldades de tesouraria com que lida mensalmente.

Contas feitas o que recebemos mensalmente em 2018 é à volta de 2% superior ao que recebemos em 2017. Mais uma enorme vitória do século e um grande desafogo para as famílias.

Impõe uma taxa de retenção baixa e passamos 12 meses a ser credores forçados do Estado. Em abril ou maio do próximo ano, — que por acaso é altura de eleições europeias, — os contribuintes vão receber uma simulação de IRS com um valor de reembolso simpático. E em julho, agosto, — que por acaso é véspera de legislativas — recebem o dito cheque.

Quando há dias promulgou o Orçamento do Estado, Marcelo Rebelo de Sousa deixou quatro chamadas de atenção para o ano de 2018, sendo que uma delas era esta: “A existência de duas eleições em 2019 não pode, nem deve, significar cedência a eleitoralismos”.

Este reembolso musculado traz duas vantagens para o Governo: reduz significativamente o custo orçamental em 2018, ao mesmo tempo que dá um presente a milhões de portugueses a poucos meses das eleições legislativas de 2019.

A eliminação integral da sobretaxa também virá beneficiar os salários líquidos mais elevados.