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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O estado de emergência será a grande machadada na economia

Há, antes de tudo, as liberdades e garantias que com o estado de emergência podem estar à mercê da discricionariedade do Estado. O medo leva as pessoas a esquecerem-se e com isso estamos a abrir as portas ao pior que o Estado tem.

Depois o estado de emergência vai aprofundar o que já está à vista. As pessoas fecharam-se em casa. O turismo está a levar uma facada de todo o tamanho e com ele os sectores a montante e a jusante ( restaurantes, hotéis, alugueres, transportes incluindo o aéreo...)

Fábricas que param a produção, algumas delas já não abrem, outras nunca mais serão as mesmas. O sector da distribuição encolheu e vai levar tempo a voltar à dimensão anterior.

O desemprego voltará a atingir um nível muito elevado (  mais cerca de 340 000 desempregados) voltando ao nível de há cinco anos com um cortejo de dramas e prejuízos. Famílias a braços com problemas de créditos que não conseguirão honrar.

O estado voltará aos défices, com mais despesa e menos receita, fruto da redução do PIB. 

O dinheiro de helicóptero deitado sobre os países que a União Europeia irá disponibilizar, ajuda a tesouraria de empresas e famílias mas levará tempo para chegar à economia.

A ganância ocidental levou para a China e vizinhos uma fatia importante da cadeia de valor da produção e, descobriu agora, que não tem nas suas mãos todo o poder para mudar a curto prazo esse estado de coisas.

Entretanto, há milhares de portugueses emigrados que tentam voltar com medo de ficarem doentes e desempregados . Mas não há empregos à espera deles. E, além disso, quem fica em casa é porque não trabalha.

Centeno fala em impactos como no "tempo da guerra" e o desemprego voltará aos 15%.

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