Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

O certificado democrático em papel passado

Não é primeira nem a décima vez que vejo ser apelidado de neocolonialista quem em Portugal põe em causa a lisura do processo eleitoral em Angola. De facto, a sociedade angolana não precisa que ninguém venha de fora questionar o que lá se passa: não falta quem internamente se bata por uma sociedade mais justa e democrática naquele país. Aqueles que em Portugal ajudam a dar voz aos democratas angolanos não são neocolonialistas, são cidadãos do mundo solidários com quem luta por causas justas – tanto quanto aqueles que apoiaram o MPLA quando ainda era um movimento de libertação contra o colonizador português. Quanto àqueles que em Portugal se arrepiam cada vez que alguém se atreve a denunciar a cleptocracia que se instalou na cúpula do poder angolano (como faz Paulo Portas no Expresso desta semana), esses soam cada vez mais a uma espécie de novos-colonizados, mais preocupados em preservar a própria pele do que em defender quaisquer valores respeitáveis.