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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O alucinado da Frenprof é um chantagista


 






DEFENDER O ENSINO PRESENCIAL E O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO



O ministério da educação está a ser alvo de uma pressão já em termos completamente inaceitáveis, em relação ao regresso às aulas em presencial em Setembro. Importa dizer que o ministério tem razão, embora esteja a ser incapaz de comunicar e deva explicar-se melhor.



1. O distanciamento social que em Portugal será aplicado no regresso às aulas é 1 metro, se possível (o que significa que pode ser menos). Isto choca com a experiência que todos temos tido desde Março, com distância social de 2 metros, etc. Ou seja, há uma diminuição de exigência no distanciamento social no regresso às aulas. E isso é um compreensível factor de inquietação na comunidade, e que está a ser indevidamente explorado para gerar alarmismo. O ministério tem de explicar e não basta remeter para a DGS. Explicar o quê?



2. Explicar que as medidas sanitárias têm evoluído desde Março, com base em mais conhecimento sobre o Covid-19. Uma das coisas que hoje sabemos é que as infecções e os contágios são muito menores e menos gravosos nas crianças pequenas, tornando o pré-escolar e 1 ciclo ambientes à partida menos perigosos. Por isso, reduzir o distanciamento social nessas idades não implica tratar-se de uma irresponsabilidade.



3. Explicar que, da experiência nacional e internacional nestes meses, as evidências existentes sobre a reabertura das escolas na pandemia são positivas: as reaberturas não foram causadoras de focos de contágio. Isto não quer dizer que não tenha havido alunos/ professores infectados nas escolas, mas que não houve focos de contágio generalizados e que as escolas abertas não promoveram um agravamento da situação pandémica.



4. Explicar que, hoje, as medidas sanitárias e de higienizacao são mais rigorosas em muitos aspectos (corredores de circulação, lavagem mãos, protocolos de interacção) e que os alunos a partir do 2 ciclo usarão máscara, factor decisivo para que menor distanciamento social não seja uma decisão irresponsável.



5. Explicar que esta é a única forma realista de retomar o ensino presencial e que isso é urgente. Note-se que o ensino a distância se provou ineficaz, gerador e ampliador de desigualdades, e que insistir nesse modelo é sacrificar o futuro de centenas de milhar de crianças. Isto sem falar dos danos sociais e económicos de manter crianças em casa mais tempo. O presencial tem de ser retomado, especialmente para os mais novos, que menos aprendem com o ensino à distância. Há dezenas de apelos nesse sentido, devidamente sustentados em evidências, julgo que nem sequer vale a pena voltar a isto.



6. Explicar que Portugal fará o que estão vários países a fazer. Em França, Bélgica, Alemanha e outros, reconheceram-se estes factores sanitários, educativos e sociais. E também nesses países baixou a exigência de distância social. A mensagem é simples: abrir escolas é menos perigoso do que se pensava e manter as escolas fechadas é uma penalização às crianças que não se pode aceitar. Portanto, é abrir, e só com este tipo de orientações será possível abrir.



7. Explicar, finalmente, que não é possível eliminar os riscos a 100%. Mas isso é assim em tudo, até na ida ao supermercado. A pandemia não será vencida se ficarmos fechados em casa à espera que passe. O desafio é aplanar as infecções, garantir que a pressão sobre o SNS é gerivel e que o país não pára entretanto. O que podemos fazer é prepararmos os cenários, dar condições às escolas e avançar.



8. E, já agora, explicar que dizer, por exemplo como alguns o fazem, que o ministério será responsável por alguma morte que aconteça é, sinceramente, a coisa mais ignóbil que já se ouviu nos tradicionalmente intensos debates da educação.





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