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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Não há monstro nenhum

Por cá agita-se o monstro da deflação. Para meter meter medo. Inflação, desinflação e deflação são propositadamente confundidos no debate público. O que temos cá por casa  no "5 dias" - "O monstro da deflação" - apresentado cientificamente como uma previsão acertada de há um ano, é uma confusão de conceitos que dá que pensar. Pelo contrário, quem estuda os assuntos e os apresenta como uma contribuição válida para a discussão, e não como um desejo partidário ou ideológico não pode ser mais claro : "  "A deflação é um inimigo mortal para o estado sobreendividado e para os parasitas que o parasitam", entre eles "as empresas e sectores que levam uma vida parasitária às custas do resto da economia". "há que separar a "desinflação benigna" em curso da "má deflação" cujo fantasma está afastado do conjunto da zona euro. A desinflação é uma boa notícia para o rendimento disponível e mesmo a deflação no caso das economias periféricas sob resgate da troika é inevitável.

...que se faz uma confusão deliberada em torno da meta de estabilidade dos preços abaixo ou próximo de 2%. Essa meta, sublinha, é de médio prazo, e não deve ser usada para uma "reacção mecânica" no curto prazo. "Com a retoma económica a estabilizar-se na zona euro e com os principais indicadores a apontarem para cima, o cenário mais provável no médio prazo é de estabilidade de preços e de uma subida modesta nos próximos dois anos. Não é precisa mais nenhuma acção do BCE. Seria de impacto questionável e levaria a uma política monetária excessivamente frouxa por demasiado tempo". Como se vê não há monstro nenhum.