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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Na CAIXA só não há palavra honrada

Vários governantes pronunciam-se sobre o affair na CAIXA num concerto bem ensaiado . O que não conseguem é explicar porque legislaram explicitamente sobre o assunto tentando remediar a palavra dada.

Os gestores foram na conversa "da palavra dada palavra honrada" não percebendo que estavam a negociar com políticos. O resultado é o que se adivinha. Os gestores de rastos e a saírem muito mal na fotografia e os governantes a sacudirem a responsabilidade . E, é claro, que há a reputação da CGD e a do país .

Os que em Bruxelas estiveram envolvidos na operação ( até se deram ao luxo de mandar uns quantos receber umas lições sobre a banca) devem estar perplexos e a rebolar a rir. Então é assim que se governa um país e o seu principal banco ainda por cima público ? Ou é assim por ser público ?

Já se percebeu que Centeno está em para-quedas com António Costa a deixar que o seu adjunto para os assuntos parlamentares tire o tapete ao ministro das finanças. Por sua vez Marcelo já falou sobre o assunto " tudo explicadinho" e da parte do governo crescem as vozes a apoiar o "amigo" Marcelo.

Estamos na fase de salvar a pele, questão em que António Costa é exímio mas, desta vez, vai deixar um rasto de vítimas no seu próprio campo.

O impasse em que estamos não é culpa nem de António Domingues, nem da equipa que ele escolheu: é responsabilidade de quem aceitou as suas condições sabendo que, para as aceitar, teria de mudar a lei e as regras do jogo. E quem as aceitou tem nome: Mário Centeno (eventualmente logo em Março, como se noticiava esta segunda-feira) e António Costa (pelo menos desde Junho, de acordo com uma notícia deste sábado)