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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Montepio e BES semelhanças aterradoras

Depois do presidente do Montepio ter sido constituído arguido com mais catorze pessoas o que é preciso para o Banco de Portugal e o governo tomarem decisões ? Que o Montepio está muito exposto ao accionista tal como acontecia no BES. Que vende aos seus balcões papéis da Associação Mutualista . Que o revisor abortou um negócio de 93 milhões pouco transparente e muito arriscado.

" E o que se está a passar no Montepio? Ninguém sabe. No dia 8 de maio de 2015, escrevi este artigo no jornal Público, — No Montepio, falam, falam, mas não os vejo a fazer nada — onde dizia que “uma parte do grupo está em terra de ninguém em termos de supervisão”.

Um grupo que desde sempre teve semelhanças com o BES por causa das relações incestuosas entre o banco e o acionista. No caso do Montepio, entre a Caixa Económica e a Associação Mutualista.

Questionado ( Carlos Costa) sobre as relações do banco com o seu acionista, respondeu que a Associação Mutualista “é uma entidade que não é supervisionada pelo BdP.” Sobre os produtos da associação mutualista, seguros, que são vendidos aos balcões da Caixa Económica responde: “os produtos não são supervisionados por nós.” Pilatos não responderia melhor.

Enquanto o Banco de Portugal se entretém a lavar daí as suas mãos, — aliás na mesma pia em que lavou as mãos quando descobriu que o problema do BES eram ligações a empresas que estavam fora da sua jurisdição, — os restantes reguladores, a CMVM e o regulador dos Seguros, assobiam para o lado.