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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Hungria e Polónia vão aprender que o tempo é dinheiro

Os dois países que se opõem que a transferência dos fundos europeus seja relacionada com o cumprimento do Estado de Direito, são dos que mais precisam do dinheiro. Estarão sempre dispostos a negociar desde que não percam a face. Já a União Europeia não pode ceder nos princípios.

Mas há limites vermelhos. A UE não pode avançar a 25, isto é, sem aqueles dois países. Mas também não pode deixar que a implementação das medidas e consequente injecção dos fundos fique para quando o mal já estiver feito.

A verdade é que há países que precisam já do dinheiro, aqueles países que têm elevadas dívidas e maus comportamentos económicos. Caso óbvio de Portugal que precisa do dinheiro como de pão para a boca. António Costa até já disse que o que interessa mesmo é a pipa de massa e os princípios ficam para mais tarde.

Não é bonito mas eu até estou de acordo. A UE não pode fechar os olhos a países que não praticam uma democracia plena mas, também é evidente, que ter democracia e as populações viverem na pobreza não leva a lado nenhum. O caso português é paradigmático.

Há vinte anos que crescemos 0,5 % /ano , que vivemos dos empréstimos e dos subsídios. Não resolvemos nenhum dos problemas de fundo. Os 2 milhões de pobres, os salários e as pensões de miséria, as listas de espera no SNS , os processos em atraso na Justiça.

Talvez a solução do candente problema seja resolver já a situação financeira e deixar para mais tarde o problema político que não desaparece mesmo que enterremos a cabeça na areia. 

E a Hungria e a Polónia perceberão então que só perderam tempo.