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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Há pressa em vender o Novo Banco e privatizar a TAP ?

Num caso e noutro as questões nucleares são semelhantes. Falta de um núcleo accionista estável que assegure a reposição dos capitais próprios e a contingência de, entretanto, perder valor.

No Novo Banco, há que assegurar que mantenha o apoio à economia, às empresas e às famílias. Estabilizar o banco, os seus 6 000 funcionários, depósitos e fornecedores. Com a pressa em vender há sempre a hipótese de aparecerem uns aventureiros, como os "fundos abutres", que em pouco tempo não deixam pedra sobre pedra. Porque compradores para o Novo Banco haverá sempre, a questão será a sua qualidade. Não parece que a pressa ajude.

Quanto à TAP, apesar da qualidade da gestão de Fernando Pinto, há realmente o perigo de a companhia perder valor. Porque o accionista estado não tem dinheiro para acompanhar a evolução do negócio. Faltam aviões, falha a manutenção, sobram as greves e passageiros descontentes. Bem andou o governo em recuar no anterior processo da privatização. Ao contrário do que muita gente pensava a TAP não é tão apetecível como nos queriam fazer crer. Agora há várias intenções de compra que asseguram credibilidade. Salvar a reputação da TAP é mais importante que a manter pública.