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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Faltam três anos para chegarmos a ...2008

A economia está a melhorar em relação às previsões do governo. O desemprego está a baixar puxado pelas exportações ( ao contrário do governo que apostava na procura interna) . Quer dizer, sem investimento que se veja o que está a acontecer é que o potencial instalado está a recuperar. Por exemplo, uma fábrica que estava a produzir a 70% está agora a 80/90% .É também por isto que o Banco de Portugal já está a apontar para um decréscimo em 2018 e 2019.

Não chega sequer para convergir com a União Europeia . Mas o alvoroço e os foguetes são muitos.

A melhoria das expectativas para a economia portuguesa vem, contudo, acompanhada por um aviso: o “ritmo de crescimento [é] inferior ao necessário para o reinício do processo de convergência real face à área do euro].” É que Portugal cresce mais depressa, mas não ultrapassa o ritmo dos parceiros da união monetária e, por isso, não chega para recuperar o caminho perdido. Aliás, o Banco de Portugal nota que “no final do horizonte de projeção, o PIB situa-se num nível próximo do registado em 2008”.

A instituição frisa “a importância e urgência” de “aprofundar a orientação de recursos para empresas mais expostas à concorrência internacional e mais produtivas”, bem como de “continuar o processo de redução do elevado nível de endividamento dos vários setores, reduzindo a vulnerabilidade da economia portuguesa a choques”. É a repetição do pedido de reformas estruturais, que tem marcado o debate público, já que se mantém uma “elevada incerteza” e persistem “riscos descendentes, a nível interno e externo”, como nota o Banco de Portugal.

Banco-Portugal.jpg

 

5 comentários

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    Luis Moreira 30.03.2017 17:00

    Só em décadas é que o PIB per capita evolui e na fração PIB/ população o que pode evoluir ano a ano é o numerador, o PIB, não a população
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    Luís Lavoura 30.03.2017 17:47

    na fração PIB/ população o que pode evoluir ano a ano é o numerador, o PIB, não a população

    Erro. Portugal tem 10 milhões de habitantes. Num ano pode sem dificuldade perder 50 mil habitantes, que é 0,5% da população. Se o PIB aumentar 1,5% e a população decrescer 0,5%, o PIB per capita aumenta 2%, o que é substancialmente diferente de aumentar 1,5%.

    Como é que Portugal perde 50000 habitantes? Basta que haja um défice de nascimentos de 50000 (em vez de nascerem 130 mil bebés como deveriam, só nascem 80000 por ano) e que o saldo migratório seja nulo (que haja tantos emigrantes como imigrantes). Parece-me bastante realista.

    Os países do centro da Europa também têm um saldo de nascimentos negativo mas, provavelmente, têm um saldo migratório positivo.
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    Luis Moreira 30.03.2017 18:23

    Num ano 50 000 habitantes não tem influência nenhuma . Já 1% do PIB representa 2 000 mil milhões de riquesa produzida. 50 000 pessoas é pouco, 1% é muito
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    Luís Lavoura 31.03.2017 10:31

    Eu questiono-me como é que o Luís Moreira terá podido exercer uma profissão quando parece ser completamente tapado. Isto é matemática simples. 50 mil pessoas a dividir por 10 milhões de pessoas faz 0,005. Logo, 50 mil pessoas são 0,005 da população portuguesa. (Está-me a acompanhar, Luís Moreira? Se não, volte para a segunda classe.) O PIB per capita é o PIB a dividir pela população. Agora vou fazer algo de extraordinário, uma série de Taylor (aprende-se no primeiro ano da universidade, Luís Moreira): 1/(1-0,005)=1,005 (aproximadamente). Portanto, um decréscimo de 0,5% da população implica um aumento de 0,5% do PIB per capita. UAU!
    Agora o Luís Moreira diz que num ano 50 000 habitantes não tem influência nenhuma. Tem a influência de aumentar em 0,5% o PIB per capita. É pouco? É. Mas, numa época em que o crescimento do PIB é 1% ou 2% ao ano, aumentar 0,5% não é, de todo, irrelevante. Se o PIB aumentar 1% e a população diminuir 0,5%, então o PIB per capita aumenta 1,5%, o que é muito diferente de aumentar 1%.
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