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BandaLarga

as autoestradas da informação

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É a indústria privada que desenvolve os medicamentos

O CAPITALISMO NÃO É ASSIM TÃO MAU

Não simpatizo particularmente com clivagens entre público e privado. Conforme estamos a testemunhar agora, há no público fantásticos profissionais de saúde a darem tudo de si.

Mas também não gosto de quem diaboliza a livre iniciativa (sector privado, ou seja, modelo capitalista). É a indústria farmacêutica privada que nos tem trazido nos últimos anos uma série de medicamentos com resultados fantásticos.

É uma indústria de capital intensivo que paga bem aos seus colaboradores. Andava a correr nas redes sociais um post, que não sei se é fake, em que uma investigadora espanhola dizia que, ao contrário de um Messi ou Ronaldo, só ganhava 1.800€. Trabalharia talvez num obscuro instituto público. A indústria farmacêutica para atrair e reter os melhores paga bem. Um investigador ganha à volta de 120.000 USD/ano. Cada medicamento que a Johnson & Johnson desenvolve representa um investimento de 5885 milhões de dólares. Cada medicamento que a AstraZeneca coloca no mercado tem um custo de desenvolvimento de 11 790 milhões de dólares. Para quem não está habituado a grandes números direi que custa quase tanto à AstraZeneca desenvolver um medicamento como o valor (capitalização bolsista) da mais valiosa empresa portuguesa (EDP). Um medicamento da AstraZeneca “vale mais” que uma Galp inteira.

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