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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Dezoito das vinte transferências deviam ter sido escrutinadas já com o actual governo

Todos os que foram ouvidos (incluindo o actual secretário de estado ) dizem que as transferências para off shores não declaradas deveriam ter sido escrutinadas pelo actual governo. E três das declarações representam mais de 80% do total  

O facto de, afinal, o essencial do problema se ter desenvolvido já no "turno" do atual governo levou ontem o PSD a começar a falar na hipótese de chamar o atual ministro das Finanças, Mário Centeno, à comissão parlamentar de Orçamento e Finanças. É uma decisão ainda por tomar.

Duas coisas parecem certas. A maioria das transferências têm origem em empresas não residentes ( o que é muito relevante) e coincidem com a derrocada do BES. É preciso esperar pela investigação que está a ser feita.

E também parece certo que a Autoridade Tributária que, como um Big Brother, sabe tudo sobre todos, tem que deixar de ser um quarto escuro onde só alguns entram e transformar-se numa entidade transparente sem perder a reserva que a sua função exige.

É que aquela do sindicalista Ralha vir dizer que há mão humana por detrás do arbusto é arrepiante. É que se o senhor Ralha sabe mais do que nós devia deixar-se de insinuações e apontar quem é que tem acesso aos meios para fazer a batota .

O relatório de combate à fraude, que o Fisco é obrigado a publicar todos os anos, é um enunciado burocrático, feito como se de um relatório de actividades se tratasse (usando agora palavras do Tribunal de Contas).