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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Curar doentes não é bom para o negócio

A hepatite C é curada em mais de 90% dos casos com o medicamento inovador que apareceu há três anos no mercado. O problema é que com a cura definitiva dos doentes num curto espaço de tempo as receitas para as farmacêuticas baixam drasticamente. O negócio não é sustentável.

Manter o doente sob terapia, transformando a doença numa doença crónica controlada, também salva a vida ao doente e as farmacêuticas não perdem receitas mantendo a capacidade financeira para continuarem a investir em novos medicamentos.

Lá está o óptimo é inimigo do bom, razão têm as nossas avós.

"“O potencial para providenciar ‘curas de uma dose’ é um dos aspectos mais atrativos da terapia genética, terapia celular geneticamente modificada e edição de genes. No entanto, esses tratamentos oferecem uma perspetiva muito diferente no que concerne às receitas recorrentes na comparação com terapias crónicas”, escreveu o analista Salveen Richter. “Ao mesmo tempo que esta proposta traz um valor tremendo para os pacientes e a sociedade, poderá representar um desafio para os desenvolvedores da medicina do genoma que procuram um fluxo permanente de receitas”.