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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Costa passou a ser o maior entrave à estabilidade governativa

António Costa vai radicalizando o discurso. Reprova o orçamento, não deixa passar um governo PSD/CDS mas confia na maioria de esquerda com PCP e BE . Não diz é como é que vai governar com quem quer sair da União Europeia, do Euro e do Tratado Orçamental . E o PCP e o BE já fizeram saber que sem isso não há entendimento para ninguem.

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 António Costa passou a ser o maior entrave à estabilidade governativa . Com os cenários com que nos ameaça, Portugal vai perder em seis meses o que ganhou nestes quatro anos. A confiança dos mercados, perder as baixas taxas de juro e o investimento.

O radicalismo do PS resulta assim de quatro anos de oposição à austeridade, da estratégia eleitoral e, na última semana, do nervosismo de Costa. Esta deriva ideológica e radical ignorou a grande lição das vitórias de Guterres e de Sócrates: as eleições ganham-se ao centro e com um discurso moderado.

A atracção fatal pelo radicalismo syrizista que seduziu parte do PS não ajudou, assim como não ajudam os persistentes sinais de radicalização interna do partido. Depois, claro, há a inescapável figura de José Sócrates a pairar sobre a campanha e em especial sobre António Costa. A confusão interna em torno das presidenciais também veio na pior altura e o processo de constituição das listas esteve longe de ser o ideal para promover a união e coesão interna do PS. A somar a tudo isto, a acumulação de sinais de recuperação económica, ainda que ténua e pouco consolidada, liquidou a narrativa da “espiral recessiva”.