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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Com os professores o governo está a reconhecer uma injustiça

Para chegar ao topo da carreira a generalidade dos funcionários públicos precisa de 120 anos já os professores precisam de 34 anos. É a esta injustiça bem maior que a não reposição total dos anos de serviço se chegou com a cobardia de sucessivos governos perante Mário Nogueira.

Como último argumento Nogueira anda a vender os votos dos professores e suas famílias, amigos e vizinhos. Para a Frenprof este governo morreu. Estão vendidos os votos a 6 meses das eleições.

Nogueira não faz contas aos alunos, pais de alunos, vizinhos e amigos que sofreram na pele exigências sem conta, greves aos exames dos seus próprios alunos, às escolas fechadas, aos pais que tiveram de faltar ao emprego .

O último e desesperado argumento do sindicalista é feio e não conta com as contas que o governo também faz. E palpita-me que sem dinheiro as contas dão razão a António Costa.  

Aqui entra a questão de fundo. De onde saíram os 2 anos, 9 meses e 18 dias aprovados esta quinta-feira pelo Governo? É uma solução imaginativa e engenhosa, mas também justa: Nas carreiras gerais, um módulo padrão de progressão corresponde a 10 anos. Na carreira docente, o módulo padrão é 4 anos. Assim, os 7 anos de congelamento, que correspondem a 70% do módulo de uma carreira geral, traduzem-se em 70% de 4 anos de carreira docente, ou seja, 2 anos, 9 meses e 18 dias.

Com esta matemática, o Governo está a reconhecer uma injustiça ainda maior do que a injustiça do apagão do tempo de serviço. É que os profs têm um modelo de progressão na carreira muito mais rápido e generoso do que o comum dos funcionários públicos, a quem não basta o passar do tempo para progredirem.

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